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Washington sanciona associações de caridade associadas ao Hamas

Sanções dos Estados Unidos atingem seis entidades na Faixa de Gaza e um grupo ligado à Conferência Palestina para Palestinianos no Estrangeiro, com congelamento de bens e restrições comerciais

Duas pessoas morreram em derrocada de edifício na Faixa de Gaza
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  • O Tesouro dos EUA anunciou sanções contra seis associações com sede na Faixa de Gaza que alegam prestar cuidados médicos, mas que, segundo Washington, apoiam o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam.
  • Foram ainda sancionadas a Conferência Palestiniana para os Palestinianos no Estrangeiro (PCPA) e um dirigente da organização, Zaher Khaled Hassan Birawi, residente no Reino Unido.
  • A PCPA atua no Líbano e organizou conferências na Turquia que reuniram palestinianos expatriados; a organização apoiou flotilhas que tentaram quebrar o bloqueio de Gaza.
  • As sanções visam expor e cortar as ligações secretas do Hamas com organizações sem fins lucrativos e impedir o financiamento de operações terroristas.
  • As medidas implicam o congelamento de bens nos EUA e a proibição de relações comerciais com as entidades e indivíduos sancionados.

Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções contra seis organizações de caridade que atuam na Faixa de Gaza, bem como contra uma entidade associada às flotilhas organizadas para contornar o bloqueio israelita, acusadas de ligações ao Hamas. O Tesouro norte-americano indicou que as sanções visam expor ligações secretas entre o Hamas e estas organizações sem fins lucrativos.

Entre os visados está a Conferência Palestiniana para os Palestinianos no Estrangeiro, conhecida pela sigla PCPA, com presença no Líbano e que organizou conferências na Turquia reunindo emigrantes palestinianos. Além da organização, foi sancionado um responsável da PCPA, Zaher Khaled Hassan Birawi, que reside no Reino Unido.

As sanções abrangem ainda seis associações sediadas na Faixa de Gaza, que alegadamente prestavam cuidados médicos a civis, mas, segundo Washington, apoiavam o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam. A medida envolve o congelamento de ativos detidos nos EUA e a proibição de relações comerciais com cidadãos ou entidades norte-americanas.

Medidas e objetivos

O Departamento do Tesouro esclarece que as entidades visadas terão todos os bens em território norte-americano congelados e que qualquer transação com estas organizações ficar proibida para empresas ou cidadãos dos Estados Unidos.

Contexto político e operativo

Segundo o Tesouro, a ação pretende impedir o financiamento de operações terroristas, evidenciando ligações entre as organizações e o Hamas. A medida surge numa conjuntura de tensões na região, marcada pelo conflito entre Hamas e Israel iniciado em outubro de 2023.

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