- Estudo publicado na revista PLOS ONE analisou 975 adultos no Reino Unido e concluiu que 21% consideraram a morte do animal de estimação mais dolorosa do que a de uma pessoa.
- Cerca de 32,6% dos participantes já tinham vivido a perda de um animal de estimação, e 93% desses também já tinham perdido uma pessoa próxima.
- A morte de um animal de estimação pode desencadear Perturbação de Luto Prolongado (PGD), condição reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e pela Associação Americana de Psiquiatria, mas que se diagnostica apenas após a morte de um ser humano.
- O estudo indica que o luto por animais pode ter impactos clínicos relevantes, em alguns casos.
Perder um animal de estimação pode doer tanto quanto a perda de alguém próximo. Um estudo publicado na revista PLOS ONE indica que 21% dos adultos questionados consideraram a morte de um cão ou gato mais dolorosa do que a de uma pessoa próxima.
A pesquisa foi liderada pelo psicólogo Philip Hyland, da Maynooth University, na Irlanda. A amostra avaliou 975 adultos no Reino Unido, com cerca de um terço a responder já ter vivenciado a morte de um animal de estimação.
Entre os entrevistados, 32,6% tinham experienciado a morte de um animal de estimação e 93% já tinham perdido alguém significativo. O estudo revela que a perda de animais pode desencadear sofrimento intenso, associado à Perturbação de Luto Prolongado.
A equipa ressalva que a Perturbação de Luto Prolongado (PGD) é reconhecida pela OMS e pela American Psychiatric Association, mas o diagnóstico oficial exige a morte de uma pessoa. A investigação acrescenta que o luto pela perda de um animal pode ter impacto clínico.
O estudo sugere que, para parte dos indivíduos, o luto por um animal pode exigir atenção clínica semelhante ao luto humano. O tema é relevante para profissionais de saúde mental e de bem-estar animal. Fonte: Pets and Company.
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