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Risco de SNS ficar restrito aos menos favorecidos em Portugal

Relatório alerta para o SNS a tornar-se reservado aos menos favorecidos, com 18% a recorrer ao privado e custos duplicados para os cidadãos

Saúde em Portugal: Risco de SNS ficar reservado apenas aos mais desfavorecidos
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  • Entre 2022 e 2025, a probabilidade de recorrer exclusivamente ao SNS caiu de 90% para 82%, refletindo barreiras de acesso ao sistema público.
  • Apesar disso, 83,52% da população continua a usar o SNS, enquanto o uso privado subiu de 11,8% em 2023 para 15,5% em 2025, com 15% dos inquiridos a ter médico de família no setor privado em 2025.
  • O SNS 24 registou mais de 5,7 milhões de chamadas em 2025, impulsionado pelo programa “Ligue antes, salve vidas”, que desviou utentes de urgências para cuidados primários ou autocuidado.
  • A perceção de dignidade e respeito nos cuidados melhorou entre pessoas com mais de 80 anos (85% de experiências positivas), mas a satisfação global com a humanização permanece abaixo dos níveis pré-pandemia.
  • O estudo alerta para custos duplicados para quem usa o privado, que financia o SNS via impostos e paga, direta ou indiretamente, os cuidados privados, contribuindo para a preocupação com uma possível relação de dois níveis no sistema.

O SNS pode tornar-se reserva apenas para quem tem menos recursos. Um relatório da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), assinado por Pedro Pita Barros e Carolina Santos, analisa o comportamento face à saúde entre 2022 e 2025. A probabilidade de recorrer apenas ao SNS caiu de 90% para 82%, devido a barreiras de acesso.

Ainda assim, a maioria da população (83,52%) continua a usar o SNS. O recurso ao setor privado aumentou de 11,8% em 2023 para 15,5% em 2025. Em medicina de família, em 2025, 15% já tinham médico de família no setor privado.

SNS 24 e alterações no acesso

Entre os destaques está o SNS 24, com mais de 5,7 milhões de chamadas em 2025. O programa “Ligue antes, salve vidas” ajudou a desviar utentes das urgências para cuidados primários ou autocuidado.

Percepção e custos

A humanização dos cuidados melhorou entre quem tem mais de 80 anos, com 85% de experiências positivas. No entanto, a satisfação global com a humanização permanece abaixo dos níveis pré-pandemia.

Custos e sustentabilidade do sistema

Observa-se uma duplicação de encargos para quem recorre ao privado, pois continua a financiar o SNS via impostos e paga também cuidados privados. A escassez de recursos e falhas na gestão reduzem a confiança no sistema.

Desfecho e constatações

Investigadores alertam que este cenário não é o ideal para uma sociedade que tem no SNS o pilar de cuidados universais, potenciando uma possível divisão entre camadas sociais.

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