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Alimentos que viciam, tentações que não desaparecem

Alimentos ultraprocessados ativam dopamina, gerando prazer repetido e dependência, com riscos para diabetes, hipertensão e obesidade

Alimentos ultraprocessados: quanto mais se come, mais o corpo quer
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  • Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sal, podem libertar dopamina no cérebro, associando-os a bem-estar e energia e aumentando o desejo de comer mais.
  • A combinação de açúcar, gordura e sal faz destes alimentos especialmente atrativos, com absorção rápida que intensifica a resposta de recompensa do cérebro.
  • Exemplos como chocolates, batatas fritas de pacote e refrigerantes são citados por terem componentes que estimulam prazer, humor e sensação de bem-estar, dificultando a interrupção do consumo.
  • O consumo frequente pode levar a dependência e a danos à saúde, incluindo diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e obesidade, especialmente quando usados como refúgio para stress ou cansaço.
  • Recomendações práticas incluem evitar ultraprocessados em casa, planejar a lista de compras, não usar a comida como fuga para stress, não fazer jejuns prolongados, comer quando tiver fome e praticar exercício físico.

O consumo de alimentos ultraprocessados, com elevadas quantidades de açúcar, gordura e sal, pode activar o sistema de recompensa do cérebro. A dopamina é libertada, associando estes alimentos a prazer, energia e bem-estar. Quanto maior o consumo, maior é o desejo.

Estudos sugerem que a rápida absorção destes produtos facilita a libertação de dopamina, o que favorece a dependência. A fórmula de açúcar, gordura e sal é especialmente eficaz em estimular as papilas e o cérebro, em comparação com alimentos menos processados.

Segundo especialistas, combinações químicas, textura e aroma tornam estes alimentos particularmente atrativos, levando a um consumo repetido. A comparação com bebidas alcoólicas e outras drogas surge em algumas pesquisas, embora os contextos clínicos sejam distintos.

Exemplos de alimentos frequentemente citados como viciante

Chocolates, batatas fritas de pacote e refrigerantes aparecem entre os exemplos mais referidos. A cafeína e outras substâncias presentes contribuem para sensações de prazer, humor e energia.

A experiência sensorial, desde a derretimento da gordura no paladar ao aroma, intensifica a sensação de recompensa cerebral. O resultado é uma percepção de satisfação que pode favorecer o consumo repetido.

Porquê importar este tema para a saúde pública

O acesso fácil e a publicidade constante ajudam a manter o apetite por estes produtos. O consumo excessivo está associado a bullying econômico, a curto e longo prazo, com consequências como diabetes, hipertensão e obesidade.

A literatura aponta que o comportamento de busca por conforto pode sustentar o consumo ultraprocessado. Neste âmbito, não se negligenciando o impacto na qualidade de vida, a educação alimentar e a regulação aparecem como vias de mitigação.

O que fazer

  • Evitar ter alimentos ultraprocessados em casa;
  • Rever listas de compras com foco em opções menos processadas;
  • Não usar a comida como fuga para o stress;
  • Evitar jejuns prolongados;
  • Comer apenas quando se sente fome;
  • Praticar exercício físico regularmente.

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