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CGD conclui venda de participação no BCA a Coris Holding por 82 milhões

Venda da posição no BCA à Coris Holding por 82 milhões de euros eleva CET1 em 40 pontos-base e consolida a presença da CGD em Cabo Verde via Banco Interatlântico

Banco de Cabo Verde anuncia “não se opor” à venda do BCA pela Caixa
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  • A Caixa Geral de Depósitos (CGD) finalizou a venda de 59,81% do Banco Comercial do Atlântico (BCA) à Coris Holding por 82 milhões de euros.
  • O negócio, iniciado em março de 2024, foi anunciado pela CGD ao mercado e teve uma mais-valia de 19,3 milhões de euros.
  • A venda resulta num impacto positivo de 40 pontos-base no rácio CET1 da CGD, devido à mais-valia e à redução de ativos ponderados pelo risco.
  • A operação faz parte da reestruturação do Grupo Caixa em Cabo Verde, ficando a CGD presente no arquipélago apenas através do Banco Interatlântico.
  • A autorização do Banco de Cabo Verde foi dada quase dois meses antes, após diligências associadas à natureza sistémica do BCA e à perspetiva de uma holding com filiais em várias jurisdições (Coris Holding).

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) concluiu a venda da sua participação no Banco Comercial do Atlântico (BCA), em Cabo Verde, à Coris Holding, por 82 milhões de euros. A operação, anunciada ao mercado, encerra o negócio iniciado em março de 2024, com uma mais-valia de 19,3 milhões de euros.

A CGD passava a deter 59,81% do BCA, posição que foi vendida na totalidade. O negócio recebeu autorização do Banco de Cabo Verde quase dois meses antes da conclusão, após um processo que se prolongou no banco central durante cerca de um ano e meio.

A venda resulta numa melhoria de 40 pontos-base no rácio CET1 da CGD, explica o grupo, fruto da mais-valia realizada e da redução de ativos ponderados pelo risco. A CGD foi assessorada pela Caixa – Banco de Investimento.

Trata-se de mais um passo da reestruturação do Grupo Caixa em Cabo Verde, que passa a ter presença no arquipélago apenas através do Banco Interatlântico. A medida foi iniciada e aprovada em 2018, conforme o banco central.

O BCV justificou a demora na aprovação pela complexidade do processo, devido ao BCA ser considerado banco sistémico e ao comprador proposto ser uma holding com filiais em várias jurisdições. O objetivo foi demonstrar que a transação asseguraria gestão sã e prudente da entidade.

A Coris Holding é apresentada como instituição financeira aprovada pela Comissão Bancária da UEMOA, com atividades concentradas no setor bancário sob a marca Coris Bank International, com nove filiais.

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