- A Galeria d’Artes do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa recebe, a partir de 29 de janeiro, a exposição “O Gesto como Princípio – Manuel Cargaleiro”, patente até 5 de abril.
- A mostra é organizada pelo Município de Vila Nova de Foz Côa em parceria com a Fundação Manuel Cargaleiro, numa primeira parceria, integrando um programa de itinerância da coleção.
- A curadoria apresenta o gesto como elemento estruturante da linguagem do artista, entendido como princípio de valor que atravessa o desenho, a obra gráfica e a cerâmica.
- O percurso inicia com desenhos a tinta-da-china, segue-se a obra gráfica — sobretudo serigrafias produzidas entre as décadas de 1970 e 2010 — e inclui obras cerâmicas e azulejos.
- Em Foz Côa, a exposição propõe uma leitura em que obra e território se encontram, reforçando o gesto como expressão essencial e atemporal da criação artística.
A Galeria d’Artes do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa recebe, a partir de 29 de janeiro, a exposição O Gesto como Princípio – Manuel Cargaleiro. A mostra fica patente ao público até 5 de abril, como homenagem a um dos nomes mais reconhecidos da arte portuguesa dos séculos XX e XXI.
A iniciativa é organizada pelo Município de Vila Nova de Foz Côa, em parceria pela primeira vez com a Fundação Manuel Cargaleiro. A exposição integra um programa de itinerância da coleção, com o objetivo de divulgar a obra do Mestre junto de novos públicos e contextos culturais.
A leitura curatorial
A curadoria apresenta Manuel Cargaleiro através do gesto como elemento estruturante da sua linguagem. O gesto é entendido como princípio de valor, uma atitude plástica que atravessa desenho, gráfica e cerâmica.
A exposição inicia-se com desenhos a tinta-da-china, onde a síntese e a depuração formal revelam a essência do pensamento visual do artista. Segue-se um percurso pela gravura, com serigrafias criadas entre as décadas de 1970 e 2010, onde o gesto se expande em composições cromáticas intensas.
Obras cerâmicas e azulejos completam a mostra, mostrando a transposição da linguagem para o espaço tridimensional. Apresentada em Foz Côa, a exposição ganha ressonância no território marcado pela presença humana na paisagem.
Não se pretende estabelecer paralelos diretos, mas oferecer uma leitura em que obra e espaço se cruzam, reforçando o gesto como expressão essencial e intemporal da criação artística.
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