- A inteligência artificial permitiu identificar o executor numa fotografia do Holocausto de 1941, tirada na Ucrânia, revelando o criminoso como Jakobus Onnen, então com 34 anos.
- A imagem, conhecida como o “último judeu de Berdychiv” (exibida como prova de crime há décadas), mostrava um nazi prestes a executar um judeu junto a uma vala de cadáveres.
- A identificação surgiu após o historiador alemão Jürgen Matthäus analisar diários de guerra do capitão Walter Materna, que registavam a execução em Berdychiv em 28 de julho de 1941.
- O reconhecimento facial e técnicas de IA, com colaboração de familiares de Onnen, apontaram índices de correspondência entre 98,5% e 99,9%, possibilitando reconstruir o percurso do agressor.
- Onnen morreu em agosto de 1943, na Ucrânia, durante ataque de resistência soviética; a vítima permanece identificada até hoje, apesar de buscas em arquivos ucranianos.
Durante mais de seis décadas, uma foto do Holocausto mostrava um carrasco anónimo. Hoje, investigadores de história revelam a identidade do executor, através de IA e de fontes familiares, numa imagem tirada em 1941 na Ucrânia.
O historiador alemão Jürgen Matthäus identificou Jakobus Onnen, 34 anos à data, como o homem que dispara contra um judeu à beira de uma vala. Onnen era membro das forças de segurança nazis, ligado ao SD e aos Einsatzgruppen.
A descoberta surgiu após Matthäus analisar diários de guerra de Walter Materna, capitão da Wehrmacht. Um volume descrevia a invasão da URSS e trazia a imagem com uma anotação sobre execuções de judeus em Berdychiv, a 28 de julho de 1941.
Um casal, buscando confirmar um parentesco, entregou fotografias de Onnen para comparação. Com métodos tradicionais de reconhecimento facial e IA, foram obtidos índices de correspondência entre 98,5% e 99,9%.
A foto, conhecida como O último judeu de Vinnytsia, é um marco do chamado Holocausto das balas. Estima-se que, até ao fim de 1941, 1,5 milhões de judeus tenham morrido em valas comuns na Ucrânia, antes da implementação de campos de extermínio.
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