- Cerca de 4.928 alunos da província de Nampula vão realizar, de 19 a 22 de janeiro, exames especiais da sexta à nona classe que perderam as provas finais de 2025 devido aos deslocamentos causados por ataques insurgentes.
- Até ao momento foram localizadas fisicamente 2.907 crianças, e o número pode aumentar à medida que a identificação continua, disse William Tunzine, diretor provincial de Educação em Nampula.
- As provas visam alunos que não fizeram as provas finais entre novembro e dezembro, porque se deslocaram para os distritos de Memba e Eráti na sequência dos ataques.
- Está previsto o funcionamento de cerca de 107 centros de exames especiais (95 em Memba e 12 em Eráti), com cerca de 120 docentes, contando com apoio de organizações não governamentais e reforço pedagógico, além de apoio psicossocial.
- Os exames devem estar concluídos antes da abertura oficial do ano letivo de 2026, marcada para 30 de janeiro; a situação está ligada à violência em Cabo Delgado desde 2017, que provocou milhares de deslocados e centenas de mortos.
Quase 5.000 alunos da província de Nampula vão realizar exames especiais entre 19 e 22 de janeiro, para repor as provas finais de 2025 perdidas por causa da insegurança provocada por ataques de grupos insurgentes. As crianças tinham fugido aos confrontos em Memba e Eráti, em dezembro.
Segundo o diretor provincial de Educação, William Tunzine, o levantamento aponta para 4.928 alunos que precisam de avaliação. Até agora foram localizadas fisicamente 2.907 crianças, com a identificação ainda a decorrer. O objetivo é garantir a conclusão do ano letivo com os devidos estabelecimentos.
A deslocação de milhares de famílias, em novembro e dezembro, impediu a realização das provas finais em vários distritos. Muitas crianças acompanharam as famílias para zonas de acolhimento, o que atrasou o calendário escolar, segundo o responsável da pasta em Nampula.
Exames especiais
Para melhorar as condições de aprendizagem, estão a ser distribuidas fichas de apoio e a intensificar a presença de docentes nas escolas onde as crianças se encontram, com apoio de parceiros, como organizações não governamentais. Além do apoio pedagógico, várias entidades fornecem assistência psicossocial.
Foi ainda anunciada a criação de cerca de 107 centros de exames especiais, sendo 95 em Memba e 12 em Eráti, envolvendo cerca de 120 professores. Os exames devem ser concluídos antes da abertura oficial do ano letivo de 2026, marcada para 30 de janeiro no país.
O contexto regional envolve a província de Cabo Delgado, alvo de ataques extremistas desde 2017. Nos últimos tempos, incidentes também atingiram Niassa e Nampula, com deslocações significativas registadas pela comunidade internacional. A ACLED tem reportado níveis elevados de violência associada ao extremismo.
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