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Excesso de turismo e segurança, locais a evitar em 2026

O excesso de turismo aumenta impactos ambientais e riscos para viajantes, levando destinos como Bali, Maiorca e Veneza a impor restrições e avisos de visita

Quioto, Japão
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  • O turismo global continua a crescer, com mais de 1,1 mil milhões de turistas internacionais entre janeiro e setembro de 2025, e a expectativa é de continuidade em 2026, salvo grandes crises.
  • Bali enfrenta sobrelotação, com trânsito, lixo e construção a aumentar; alternativas menos visitadas na Indonésia incluem Raja Ampat, Lombok e Wakatobi.
  • Maiorca regista alto fluxo de visitantes (cerca de 20 milhões em 2025) e já houve protestos contra o turismo excessivo; Palma já proibiu novos alugueres turísticos na área municipal e barcos de festa.
  • A Antártida teve aumento de visitantes e estudos associam o crescimento do turismo a poluição e ao agravamento do degelo, colocando em risco ecossistemas frágeis.
  • Veneza encara medidas para limitar visitas devido ao turismo massivo (taxas, torniquetes, restrições a cruzeiros) e enfrenta riscos graves com a subida do nível do mar.

A lista de destinos a evitar em 2026 ganha hoje outra perspetiva: foco na capacidade de resposta de cada lugar ao turismo crescente. O setor global tem crescido, mas nem todos os destinos suportam o peso de visitantes sem consequências ambientais ou sociais.

De acordo com dados da ONU, entre janeiro e setembro de 2025 mais de 1,1 mil milhões de turistas viajaram internacionalmente, um aumento de 5% face ao mesmo periodo. Em 2026, o turismo deverá manter-se em alta, salvo imprevistos globais.

A sobrecarga de alguns destinos é uma realidade, com medidas já implementadas em cidades como Veneza, Barcelona e Amesterdão. O artigo analisa locais sob pressão e riscos para quem planeia viajar neste ano.

Bali, Indonésia

Bali continua entre os destinos mais procurados, com praias, templos e arrozais a atrair multidões. No entanto, o turismo em crescimento tem causado trânsito intenso, gestão de resíduos e construção descontrolada.

Para quem considera a ilha em 2026, há recomendações eventuais de explorar ilhas menos visitadas da Indonésia, como Raja Ampat, Lombok ou Wakatobi, para evitar aglomer ações em Bali.

Maiorca, Espanha

A ilha atrai cerca de 20 milhões de visitantes por ano, o que pressionou o preço da habitação e gerou protestos locais. A autarquia de Palma proibiu novos alojamentos turísticos e barcos de festa, numa tentativa de turismo mais sustentável.

Se o destino integrar a lista de 2026, a prioridade é deslocar-se para outras ilhas do arquipélago ou para o Mediterrâneo, reduzindo a permanência em Palma durante a alta época.

Antártida

O turismo para o continente gelado aumentou substancialmente, com cerca de 124 mil visitantes na temporada 2023-2024. O crescimento humana está associado a poluição e ao degelo acelerado, afetando ecossistemas frágeis.

Especialistas recomendam avaliar bem a necessidade de expedições caras, dado o impacto ambiental e as restrições que podem surgir.

Socotra, Iémen

A ilha isolada ganhou viralidade online, mas situa-se numa região com conflito. A retirada de tropas estrangeiras afetou ligações aéreas, deixando centenas de turistas retidos temporariamente.

Quem planeia visitar Socotra em 2026 deve considerar o estado de segurança regional e a possível interrupção de voos, bem como a disponibilidade de assistência no terreno.

Fronteira Tailândia-Camboja

O recomeço do conflito fronteiriço, com dezenas de mortos e centenas de milhares de deslocados, cria um cenário de instabilidade na região. Ainda assim, os destinos turísticos principais permanecem acessíveis, mas com restrições em alguns templos fronteiriços.

Para viajantes, a sugestão é traçar roteiros que evitem áreas de conflito ativo, mantendo-se informado sobre a situação local.

Veneza, Itália

Veneza enfrenta fluxos de visitantes estimados em cerca de 30 milhões anuais. A cidade enfrenta degradação ambiental, deslocação de população e custos de adaptação, como torniquetes e limites a navios de cruzeiro.

Enquanto persiste a pressão climática, as autoridades mantêm planos de engenharia para preservar a cidade, mas a visita em 2026 requer ponderação quanto ao impacto.

Quioto, Japão

Quioto regista o aumento de turismo desde 2024, com multidões que afetam áreas históricas. O governo japonês começa a ajustar fluxos com medidas como visto e alojamento mais restritos.

Viajantes com destino ao Japão devem considerar rotas alternativas e evitar os locais mais congestinados, usando guias que promovam percursos menosvisitados.

Lisboa, Portugal

A capital portuguesa também regista pressão turística. Em 2025, foi indicada por algumas listas como destino a evitar, com aumento de visitantes e distribuição de fluxos ainda desigual.

Quem planeia conhecer Portugal em 2026 pode explorar outros destinos nacionais ainda pouco visitados, mantendo Lisboa para visitas mais estratégicas ao longo do ano.

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