- António Oliveira e Blanca de Oliveira serão julgados por homicídio qualificado no júri de Setúbal, por terem deixado a idosa Maria Nazareth, de 98 anos, morrer à fome e sem cuidados.
- A vítima foi amarrada à cama nos últimos meses de vida e nunca foi levada a hospital, permanecendo em casa durante dois anos, sem banho, alimentação ou hidratação adequadas; foi encontrada morta a 14 de dezembro de 2024.
- O casal está em prisão preventiva e o julgamento tem início marcado para 15 de janeiro, com um tribunal de júri composto por três juízes e quatro jurados efetivos (mais quatro suplentes).
- O Ministério Público acusa os arguidos de deixar Maria Nazareth sem comida nem água, causando a sua morte; o advogado de defesa questiona a natureza do crime, sugerindo possível homicídio negligente ou violência doméstica agravada pelo resultado morte.
- Maria Nazareth recebia pouco mais de 300 euros por mês de reforma; o contexto inclui que emigrara para a Venezuela e regressou a Portugal em 2018, situação que o arguido sustenta ter limitado recursos para cuidados de apoio.
O filho e a nora de uma idosa de 98 anos vão a julgamento por homicídio qualificado, acusados de a terem deixado morrer à fome e de a terem amarrado à cama. O processo inicia-se na próxima semana, em Setúbal, com a vítima já falecida a 14 de dezembro de 2024.
Maria Nazareth tinha sido amarrada à cama nos últimos meses de vida e, durante dois anos, não recebeu assistência médica. Não comia nem tomava banho; o cenário levou a PSP a chamar a Polícia Judiciária após a descoberta no terceiro andar da Rua das Giestas.
A vítima recebia pouco mais de 300 euros de reforma. António Oliveira e Blanca de Oliveira, de quem eram filho e nora, estão em prisão preventiva. A defesa sustenta que não cuidariam da sogra por dores nas costas, problemas psicológicos e limitações económicas para a colocação num lar.
Situação processual e defesa
O Ministério Público acusa os arguidos de homicídio, argumentando que Maria Nazareth foi deixada à fome e à sede, amarrada para acelerar o desfecho. O advogado de defesa pediu abertura de instrução, mas o tribunal de Setúbal decidiu avançar para o julgamento, marcado para o dia 15 de janeiro. O júri é composto por três juízes e 4 jurados efetivos, com 4 suplentes.
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