- A associação dos médicos tarefeiros afirma que as urgências hospitalares só funcionam graças ao trabalho dos prestadores de serviço, descrevendo o modelo como uma exploração silenciosa.
- Dizia que são os tarefeiros que garantem escalas em noites, fins de semana, feriados e períodos críticos, mantendo portas abertas ao longo do ano.
- O aumento sazonal de infeções respiratórias e a redução do número de profissionais de saúde, devido a férias e ao fim da formação de internos, agravam a situação nas urgências.
- A associação sublinha que os médicos tarefeiros não têm direito a férias, tolerância de ponto nem estabilidade contratual.
- Para o próximo ano, avisa que não estarão disponíveis em condições que não condigam com a profissão, a responsabilidade e o espírito de sacrifício.
A associação que representa os médicos tarefeiros afirma que as urgências hospitalares só funcionam graças ao trabalho destes profissionais. A denúncia foi feita na segunda-feira, em comunicado, apontando para um modelo de exploração silenciosa.
Segundo o texto, os tarefeiros garantem escalas quando ninguém está disponível, assegurando noites, fins de semana, feriados e épocas críticas. Mantêm portas abertas durante todo o ano e sustentam o sistema, mesmo em situações de falha.
A associação lembra ainda que o aumento de infeções respiratórias sazonais aumenta o fluxo para as urgências, aliado à redução do número de profissionais, devido a férias e ao término da formação de internos do ano comum.
Contexto e alerta para o próximo ano
A organização sustenta que a realidade exposta não é visível para todos e que as urgências funcionam pela existência dos médicos prestadores de serviço. Afirmam que o modelo não oferece férias, tolerância de ponto ou estabilidade contratual.
Para 2025, a associação deixa aviso claro: não estarão disponíveis em condições que não condigam com a profissão, responsabilidade e espírito de sacrifício. O tom é de alerta sobre condições laborais e continuidade do serviço.
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