- José Mascarenhas, conhecido como Serial Killer do Algarve, foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de Josielly Rodrigues, por homicídio qualificado, profanação de cadáver, furto, abuso de cartão na forma tentada e falsidade informática.
- A sentença foi proferida por três juízes e oito jurados; a juíza destacou que o historial de prisão anterior não serviu de dissuasor.
- O Ministério Público tinha pedido uma pena de cerca de dois terços da pena máxima, ou seja, perto de 20 anos de prisão.
- O processo envolve sete crimes, incluindo sequestro, com suspeitas de que Mascarenhas planeou roubar cartões bancários e dinheiro da vítima, contando com uma intermediária para a transferência de 920 euros.
- Mascarenhas já tinha condenação pela morte de Tatiana Mestre (2019), foi libertado pelo Tribunal da Relação de Évora e está ainda envolvido em imputações pela morte de Sandra Andrade (2023); atualmente cumpre pena por tráfico de droga.
José Mascarenhas, conhecido como Serial Killer do Algarve, foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de Josielly Rodrigues. A sentença foi proferida por três juízes e oito jurados, na última sessão do julgamento que analisou sete crimes.
A decisão aponta para homicídio qualificado, profanação de cadáver, furto, abuso de cartão na forma tentada e falsidade informática. O tribunal entendeu ainda que o arguido planeou o assalto após saber que a vítima tinha rendimentos elevados. A pena prevê cumprimento em regime de prisão.
Contexto e antecedentes
Mascarenhas já tinha sido condenado pela morte de Tatiana Mestre em 2019 e, posteriormente, libertado pelo Tribunal da Relação de Évora. Entre 2018 e 2020 esteve preso, e já era acusado de vários crimes, incluindo homicídio qualificado, profanação de cadáver, furto, abuso de cartão e falsidade informática.
O Ministério Público tinha pedido uma pena próxima de dois terços da pena máxima, cerca de 20 anos. O julgamento anterior, que deverá prosseguir no início do próximo ano, abrange ainda a investigação de sete crimes, incluindo sequestro, ligado a Josielly Rodrigues.
Detalhes do caso
Segundo a acusação, Mascarenhas terá pago por serviços sexuais prestados pela vítima. O esquema envolveu a utilização de cartões bancários da vítima e a participação de uma funcionária de bar de alterne como intermediária numa transferência de 920 euros. A viatura usada no crime foi encontrada abandonada, com luvas pretas, fita adesiva e o telemóvel de Josielly Rodrigues no interior.
Mascarenhas cumpre já pena em outro processo por tráfico de droga. O julgamento, que ainda não terminou, continua com a análise de factos adicionais relativos aos sete crimes, incluindo o sequestro e a eventual participação de terceiros.
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