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Telescópio James Webb detecta a supernova mais antiga

James Webb deteta a supernova mais antiga já observada, ocorrida quando o Universo tinha 730 milhões de anos, pela primeira vez identificando a galáxia hospedeira

Telescópio James Webb tem revelado vários segredos do espaço
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  • O telescópio espacial James Webb detetou a supernova mais antiga já observada, ocorrida quando o Universo tinha cerca de 730 milhões de anos.
  • O recorde anterior pertencia a uma supernova que existiu há cerca de 1,8 mil milhões de anos.
  • A supernova foi identificada a partir de uma explosão de raios gama, com Webb observando três meses e meio após o GRB, quando se espera o brilho máximo.
  • Pela primeira vez para este tipo de evento, Webb conseguiu detetar a galáxia hospedeira da supernova.
  • Os resultados são apresentados em dois artigos publicados nas revistas Astronomy e Astrophysics Letters; as explosões de raios gama associadas a supernovas podem durar cerca de dez segundos.

O telescópio espacial James Webb detetou a supernova mais antiga já observada, ocorrida quando o Universo tinha cerca de 730 milhões de anos. A identificação baseia-se numa explosão de raios gama associada ao evento estelar cataclísmico, cuja cadência dura cerca de 10 segundos.

Os resultados indicam que, pela primeira vez, foi detetada a galáxia hospedeira desta supernova, um marco na observação de eventos cósmicos tão remotos. As observações foram feitas três meses e meio depois da explosão de raios gama, período em que o brilho da supernova subjacente atingiu o máximo.

Anteriormente, o recorde de antiguidade pertencia a uma supernova existente há cerca de 1,8 mil milhões de anos. A identificação atual reforça a capacidade do James Webb em estudar o nascimento de estrelas e galáxias no Universo muito jovem.

Detecção histórica e método

As observações do Webb complementaram dados recolhidos por outros telescópios que acompanharam a explosão de raios gama desde o seu início, em meados de março. Os resultados aparecem em dois artigos nas revistas Astronomy e Astrophysics Letters, com a participação de astrónomos internacionais.

A Agência Espacial Europeia (ESA), uma das enti­dades que opera o Webb, destacou a relevância da deteção da galáxia hospedeira para compreender a evolução estelar no início do Cosmos e o papel das explosões de raios gama nesse processo.

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