- Mais de 1800 mortos após cheias provocadas por ciclone no sul da Ásia afetam Indonésia, Sri Lanka e Tailândia, com milhões de deslocados e áreas remotas sem acesso a alimento e cuidados de saúde.
- Indonésia reporta pelo menos 940 mortos, 276 desaparecidos e cerca de 800 mil deslocados, com Aceh entre as áreas mais afetadas.
- Sri Lanka registra 607 mortos, 214 desaparecidos e mais de dois milhões de pessoas afetadas; mais de 71 mil casas danificadas ou destruídas.
- Banco Central do Sri Lanka pediu aos bancos alivio temporário da dívida e novos empréstimos para os afetados; as chuvas fortes devem continuar.
- Em Aceh e Aceh Tamiang, fome, falta de assistência e condições hospitalares deterioradas; no hospital de Aceh Tamiang, doenças e equipamento enlameado agravam a situação.
Mais de 1.800 pessoas morreram na sequência das cheias provocadas por um ciclone que desde o fim de novembro atinge o Sul da Ásia, com impacto particularmente grave na Indonésia, Sri Lanka e Tailândia. Deslocamentos em massa, acesso precário a alimentos e cuidados de saúde permanecem como principais consequências; várias áreas permanecem isoladas.
Na Indonésia, o balanço mais recente indica 940 mortos, 276 desaparecidos e cerca de 800 mil deslocados. A região de Sumatra, especialmente Aceh, tem sido fortemente afetada, com autoridades a alertarem para fome, falta de assistência e condições hospitalares deterioradas.
No Sri Lanka, são 607 mortos e 214 desaparecidos, com mais de dois milhões de pessoas — cerca de 10% da população — afetadas pelas inundações e deslizamentos. O Centro para a Mitigação de Desastres aponta ainda que mais de 71 mil casas foram danificadas ou destruídas.
O Banco Central do Sri Lanka anunciou, na sexta-feira, medidas de alivio temporário da dívida e a concessão de novos empréstimos aos afetados pelo fenómeno, numa tentativa de mitigar impactos económicos. As autoridades também preveem continuação de chuva forte nas próximas semanas.
Na Tailândia, o balanço aponta para 276 mortos devido a inundações e deslizamentos de terra. Outros países da região — como Malásia e Vietname — registaram igualmente algumas mortes, mas em menor escala.
Em Aceh Tamiang, uma zona da província de Aceh, a população enfrenta perda de casas e danos na infraestrutura. Segundo residentes e profissionais de saúde ouvidos pela Reuters, o ambiente de cuidados médicos está comprometido, com doenças como diarreia, febre e mialgias a predominar entre os doentes, e com o hospital local a funcionar com equipamentos danificados e medicamentos esgotados.
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