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Festival no Baixo Alentejo promove cruzamento entre artes e comunidade

Quarta edição do Futurama arranca em Beja, Mértola e Alvito, destacando instalações, Cantexto e performances que mobilizam a comunidade

Festival no Baixo Alentejo promove cruzamento entre artes e comunidade
  • A quarta edição do Futurama arrancou já e percorre Beja, Mértola e Alvito, promovendo cruzamentos entre artes visuais, performance, música e participação da população.
  • O Cantexto volta a ser destaque, com grupos de cante alentejano a interpretarem novas modas de autores contemporâneos, acompanhados de poemas de Cláudia Lucas Chéu, Lídia Jorge, Miguel Castro Caldas, Pedro Chagas Freitas, Kalaf Epalanga e Luísa Sobral, musicados por artistas locais.
  • As instalações Brilha e O que nos sustenta, criadas por Fidel Évora e Francisco Trêpa, são inauguradas no arranque, com participação de alunos de escolas locais.
  • O Cantexto sobe ao palco no sábado, em Beja, no theatre Pax Júlia, e nos cineteatros da Mina de São Domingos e de Alvito nas datas 22 e 29, respetivamente.
  • O programa inclui a performance O Mistér(io) do Futebol, de Sónia Baptista, e a exposição Vi uma cobra a voar no Espaço Futurama em Beja, com apoio financeiro público e privado de instituições nacionais e locais.

O Futurama iniciou a quarta edição nesta sexta-feira, levando o cruzamento entre artes visuais, performance e participação pública a três concelhos do distrito de Beja: Beja, Mértola e Alvito. O festival, que aposta em formatos multidisciplinares, decorre até 29 de setembro, com atividades em espaços culturais e comunidades locais.

A coordenadora artística Rita Fialho Valente sublinhou que o evento procura aproximar as práticas artísticas da comunidade escolar e da população em geral. O Cantexto continua a ser um dos pilares, congregando cantos alentejanos com novas letras de autores contemporâneos. Nesta edição, a oferta inclui poemas musicados por artistas locais e encenações de grupos corais regionais.

Novidades e inaugurações

As instalações Brilha e O que nos sustenta abrem hoje, criadas por Fidel Évora e Francisco Trêpa, respetivamente, com participação de alunos das escolas Secundária Diogo de Gouveia e Mário Beirão. A Mina de São Domingos e Bebas de Beja recebem inaugurações de obras e apresentações de residentes locais.

No sábado, a coreógrafa Sónia Baptista apresenta a performance O Mistér(io) do Futebol, em colaboração com jovens atletas do Clube Desportivo de Beja. No dia 22, a Mina de São Domingos acolhe uma instalação de Adriana Progranó na praia fluvial Tapada Grande e o trabalho da Universidade Sénior do concelho no Cineteatro.

Continuidade e encerramento

O Futurama encerra no dia 29, em Alvito, com a inauguração de uma exposição fotográfica de David Infante, realizada com estudantes da Escola Profissional local, seguida por uma sessão de prática oral na Taberna Papa-Borregos. Durante o festival, o Espaço Futurama, em Beja, exibe ainda a mostra Vi uma cobra a voar, da artista Maja Escher.

O festival é financiado pela Direção-Geral das Artes e pela Fundação Millennium bcp, com apoio de câmaras municipais, do Plano Nacional das Artes e da UNESCO, e conta com o alto patrocínio da Presidência da República. Desde 2021, o projeto de John Romão visa posicionar a cultura como motor de futuro para o Baixo Alentejo.

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