- Em 27 de julho de 2020, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, doou 65 lotes urbanos ao Vitória Futebol Clube, com uma hipoteca de 971 mil euros para cobrir dívidas fiscais da SAD.
- A operação não previa restrições à revenda nem cláusulas de reversão ou afetação desportivo; o Conselho Fiscal alertou para o risco de canalização do património para a SAD.
- Em 2021, o VFC cedeu 89% das ações da SAD à Importantaltura, Unipessoal, Lda., que assumia 63 milhões de euros em passivos e vários projetos imobiliários.
- Em maio de 2021, a SAD aceitou um empréstimo de 1,3 milhões de euros da Importantaltura; em junho de 2021 Hugo Pinto afirmou ter injetado cerca de dois milhões de euros para permitir a inscrição na Liga 3 e obter declarações de não dívida.
- Em 2023, o Vitória vendeu os 65 lotes à Importantaltura por 800 mil euros, valor abaixo do mercado, com a empresa a pagar com dinheiro alegadamente emprestado ao clube; praticamente nenhum dos compromissos assumidos foi realizado.
Em 27 de julho de 2020, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal (CMS), Maria das Dores Meira, doou 65 lotes urbanos ao Vitória Futebol Clube (VFC). A operação ficou associada a uma hipoteca de 971 mil euros para cubrir dívidas fiscais da SAD, já extinta. Não haviam cláusulas de reversão ou afetação desportiva previstas.
O Conselho Fiscal do clube alertou para o risco de o património doado ser canalizado para a SAD, entidade endividada. Em 2021, o VFC cedeu 89% das ações da SAD à Importantaltura, Unipessoal, Lda., que ficou responsável por 63 milhões de euros em passivos e por projetos imobiliários.
Em maio de 2021, a SAD aceitou um empréstimo de 1,3 milhões de euros da Importantaltura. Dois anos depois, parte desse montante foi pago com terrenos das Praias do Sado. Em 2023, já em pré-rutura, o Vitória vendeu os 65 lotes à Importantaltura por 800 mil euros, valor abaixo do mercado, com a empresa a pagar com fundos alegadamente emprestados ao clube. Nenhum dos compromissos assumidos foi cumprido.
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