A Space Exploration Technologies Corp, conhecida como SpaceX, submeteu na SEC os documentos para abrir capital na bolsa norte-americana. A operação pode ser a maior estreia já registada na história. O símbolo previsto é SPCX, segundo o prospecto.
Os arquivos revelam as ambições da empresa de Elon Musk, incluindo a criação de uma colónia humana permanente em Marte com mais de um milhão de habitantes. A operação envolve bancos de peso, como Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA Securities, Citigroup e JPMorgan.
A notícia indica que a SpaceX procura levantar cerca de 75 mil milhões de dólares, visando uma capitalização de cerca de 1,75 biliões de dólares. Analistas apontam que a movimentação pode reformular a imagem de Wall Street, juntando também futuras entradas de IA no mercado público.
A empresa descreve a missão de tornar a vida multiplanetária e de fomentar a exploração espacial. Entre os objetivos estão a expansão da rede Starlink, o aumento de receitas de IA e a participação em turismo espacial no espaço lunar e marciano.
Estrutura e riscos
Segundo o prospecto, o processo envolve muitos riscos. A SpaceX alerta para atrasos e falhas em lançamentos que possam afetar os resultados ou a situação financeira. Tecnologias não comprovadas e avanços significativos são mencionados como condicionantes.
O documento também explica que as atividades futuras, como viagens para a Lua e Marte, podem exigir avanços tecnológicos que ainda não existem. Em termos de governança, Musk manterá cargos de presidente e diretor técnico, com poder de influência sobre a eleição de outros administradores.
A empresa reporta prejuízos no início do ano, apesar de uma subida de receitas de 15% nos primeiros três meses. A área de satélites, através do Starlink, tem contribuído para o resultado, mas segmentos de exploração espacial e IA pesaram nos números.
Entre na conversa da comunidade