- O Centro Galego de Vitória não terá de pagar 6.655 euros à orquestra contratada, segundo o Tribunal Provincial de Álava, no País Basco.
- A decisão baseia-se no facto de a apresentação não ter cumprido padrões mínimos de qualidade, com desafinações e sem conhecimento da letra por parte dos cantores.
- O contrato, de quase 14.000 euros para dois dias da Festa de Santiago em julho de 2023, previa um adiantamento de 50% e o pagamento do saldo após o evento.
- O tribunal confirmou irregularidades graves na atuação, comprovadas por gravações em vídeo.
- O Centro Galego apresentou vídeos, fotos e testemunhos para sustentar a acusação de incumprimento, relacionado com o atraso e problemas de desempenho.
O Centro Galego de Vitória não terá de pagar 6.655 euros devidos à orquestra contratada para as festas da Festa de Santiago de 2023. A decisão saiu de um juiz no País Basco, em Espanha, com a conclusão de incumprimento contratual por parte do grupo musical.
Segundo a decisão do Tribunal Provincial de Álava, a apresentação da orquestra Ciudad de Vigo foi marcada por irregularidades graves. Os cantores desafinaram, não sabiam as letras e houve falhas técnicas constantes, segundo o tribunal e provas apresentadas.
A presidente do Centro Galego de Vitória, Mónica Calvo, explicou à agência Efe que o contrato para os dois dias de festividades, nos dias 22 e 23 de julho de 2023, era de quase 14 mil euros e previa um adiantamento de 50%. O Centro pagou o adiantamento, mas recusou o saldo após a apresentação.
Decisão judicial
O Tribunal Provincial de Álava confirmou, em abril, a decisão de um tribunal inferior, rejeitando a ação da orquestra e isentando o Centro do pagamento adicional. A corte considerou que houve incumprimento com base em gravações e testemunhos presentes no espetáculo.
A presidente destacou que apresentaram vídeos, fotos e testemunhos que comprovam falhas na atuação. A queixa descrevia que, para além de desajustes entre a imagem promocional e os músicos, a coreografia, as letras e o cronograma não foram cumpridos, com microfones avariados e dessincronização musical.
Calvo acrescentou que a banda chegou a Vitória atrasada, num veículo que classificou como inadequado para o evento, o que contribuiu para a perceção de má organização.
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