- Escolas de ensino artístico especializado em Portugal continental (cerca de 130), que frequentam 32 mil alunos, vão protestar quinta-feira junto ao Ministério da Educação para exigir aumento dos contratos de patrocínio.
- O custo anual do curso básico de música do 5.º ao 9.º ano está fixado em 2.600 euros desde 2009; as escolas defendem que, com a atualização do índice de preços ao consumidor, devia aumentar para cerca de 3.600 euros, devido ao aumento de custos.
- O diretor da Academia de Música de Lisboa afirma que o salário mínimo duplicou desde 2009, o que aumenta as despesas e coloca algumas escolas em risco de fecho, com relatos de entregarem as chaves ao ministério.
- Estão previstas cerca de 500 pessoas no protesto, de norte a sul, incluindo dirigentes, alunos, docentes, não docentes e pais; afirmam que o ministério não tem estado disponível para reuniões.
- A rede de ensino artístico representa 6% dos alunos do ensino regular, com Lisboa metropolitana a apenas 3%; há ainda pedidos para definir a rede de vagas até maio, para evitar planos para agosto.
As escolas de ensino artístico especializado vão realizar uma manifestação em Lisboa, junto ao Ministério da Educação. O objetivo é exigir o aumento dos valores dos contratos de patrocínio que sustentam o funcionamento. O protesto ocorre nesta quinta-feira e envolve dirigentes, alunos, professores, não docentes e pais.
Cerca de 130 escolas, que frequentam 32 mil alunos em Portugal continental, afirmam viver risco de encerramento. O custo anual atual do curso básico de música do 5.º ao 9.º ano está fixado em 2600 euros e não foi atualizado desde 2009. Os responsáveis pedem uma atualização significativa frente à subida dos custos.
O diretor da Academia de Música de Lisboa aponta que apenas com a atualização do índice de preços ao consumidor o valor deveria aproximar-se dos mil euros adicionais. Alega que o salário mínimo duplicou desde 2009, fortalecendo as dificuldades financeiras das instituições.
O protesto prevê a participação de cerca de 500 pessoas, entre membros da comunidade educativa e familiares, provenientes de norte a sul do país. O grupo considera que algumas escolas podem entregar as chaves ao ministério devido à falta de investimento.
O responsável ressalta que o sistema assegura 95% do ensino artístico, mas o ministério não tem mantido contactos formais com as escolas, apontando cancelamento de reuniões. A rede de ensino artístico é menor na Área Metropolitana de Lisboa em comparação com outras regiões, segundo dados apresentados.
Os organizadores defendem que a definição da rede de vagas deve ficar concluída até maio, para permitir a organização das famílias, em vez de ocorrer apenas em agosto. A queixa central é a falta de fundos europeus que afetam a competitividade regional.
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