- Valentine Caulfield, artista francesa que vive na Alemanha, comenta a edição da Berlinale e as afirmações de Wim Wenders.
- Wim Wenders, presidente do júri da Berlinale, afirmou que “temos de nos manter fora da política” para não cruzar para o domínio político.
- A Berlinale decorreu entre os dias 12 e 22 do mês passado.
- Mandy, Indiana é um grupo que mistura hip-hop, electrónica, punk, noise rock e industrial, com a voz de Caulfield.
- Na entrevista à publicação, o duo descreve a sua música como agresiva e de combate, refletindo a energia do projeto URGH.
Valentine Caulfield, artista francesa que vive na Alemanha, reagiu a declarações feitas na Berlinale durante a edição que decorreu entre 12 e 22 do mês passado. A confusão envolveu o cineasta Wim Wenders, que presidiu o júri e defendeu a ideia de manter a política fora das obras cinematográficas, argumentando que filmes políticos entram no âmbito da política.
O grupo Mandy, Indiana foi apresentado como um ato de música de combate, que mistura hip-hop, electrónica, punk, noise rock e industrial. A banda é liderada pela voz da cantora francesa Caulfield e tem sido descrita como uma proposta inconformada e agressiva, marcada por uma linguagem musical contundente.
Contexto da Berlinale e reação da artista
Caulfield, que reside na Alemanha, discutiu publicamente as declarações de Wenders durante a conferência de imprensa de abertura da Berlinale. A discussão centrou-se na ideia de separar arte de política, algo que a banda compreende como parte de uma expressão artística que aborda temas sociais e políticos de forma direta.
A repercussão envolve a posição da diretora do festival e a visão de que a expressão artística pode e deve dialogar com questões políticas. Fontes ligadas à Berlinale indicaram que o debate refletiu o amplo leque de perspetivas presentes no evento, com diferentes opiniões sobre o papel da política no cinema.
Entre na conversa da comunidade