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Projeto transfronteiriço para a cereja ibérica enfrenta a crise climática

Iberian Cherry recebe 1,2 milhões de euros para dois anos, com monitorização em tempo real, produção sem resíduos e Observatório Ibérico da Cereja, para estimular até dez novas empresas

A iniciativa *Iberian Cherry* reúne 12 entidades com o objectivo de proteger as cerejas das alterações climáticas
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  • O Politécnico da Guarda recebeu 1,2 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para coordenar o projecto Iberian Cherry, com duração de dois anos, que visa valorizar economicamente a cereja ibérica e proteger a biodiversidade e os pomares das alterações climáticas.
  • O projecto envolve doze entidades científicas, tecnológicas e públicas das regiões produtoras de Portugal e Espanha, com objetivo de combinar soluções baseadas na natureza e tecnologias digitais.
  • Entre as ações estão a monitorização em tempo real do clima e dos pomares, a adoção de práticas agrícolas resilientes e a gestão de pomares com zero resíduos de fitofarmacêuticos.
  • Pretende ainda promover novos modelos de negócio na cereja, dinamizar sessões de formação e criar, pelo menos, dez empresas, além de lançar o Observatório Ibérico da Cereja para partilhar informação entre regiões transfronteiriças.
  • As áreas de referência incluem Resende, Fundão e Piornal (Valle de Jerte, Cáceres), com interesse em reconhecimentos como Indicação Geográfica Protegida e Denominação de Origem Protegida.

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai coordenar o projeto Iberian Cherry, apoiado com 1,2 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A iniciativa, com duração de dois anos, visa valorizar a cereja ibérica e proteger a biodiversidade dos pomares face às alterações climáticas.

O objetivo é reduzir resíduos agrícolas e monitorizar as condições climáticas em tempo real, usando soluções baseadas na natureza e tecnologias digitais. O projeto também pretende promover práticas agrícolas resilientes e a produção sem resíduo de fitofarmacêuticos.

Iberian Cherry integra 12 entidades de Portugal e Espanha, entre universidades, entidades locais e associações. Participam o IPG, a UTAD, as universidades de Salamanca e Estremadura, os municípios de Fundão, Resende e Piornal, e outras entidades agroindustriais.

O que se pretende fazer

O projeto desenvolve pomares piloto, produtos funcionais a partir da cereja e capacita produtores, empreendedores e comunidades. Estão previstas sessões de sensibilização e o estímulo a novos modelos de negócio centrados na cereja, com a criação de pelo menos dez novas empresas.

Observatório Ibérico da Cereja

Outra meta é criar uma plataforma digital, o Observatório Ibérico da Cereja, para monitorizar a produção nas regiões transfronteiriças. A cooperação transfronteiriça permitirá a transferência de tecnologia e soluções conjuntas replicáveis noutras regiões da Península Ibérica.

Participação

Além do IPG, envolvem-se na iniciativa a UTAD, as universidades de Salamanca e Estremadura, os municípios de Fundão, Resende e Piornal, a Junta de Estremadura, a Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha, a Cerfundão, a Câmara Oficial de Comércio de Cáceres e a Associação de Cooperativas Valle del Jerte.

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