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Ria de Aveiro sem bivalves nem choco preocupa pescadores

Água doce provocada pelas tempestades dizimou amêijoa-macha e berbigão; 80% dos bivalves mortos e o choco atrasado ameaçam o sustento de 1,5 mil a 2 mil famílias da ria de Aveiro

Locais habituais de apanha de amêijoa e berbigão têm estado quase vazios
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  • A água doce provocada pelas tempestades matou amêijoa-macha e berbigão na ria de Aveiro, com cerca de 80% dos bivalves mortos.
  • Havia lixo espalhado na região após as tempestades.
  • O choco, que já devia ter entrado na ria, está a demorar a aparecer.
  • Pescadores dizem que não há memória de um ano igual para a atividade na região.
  • A Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA) estima que o sustento de mil e quinhentos a duas mil famílias esteja ameaçado.

A água doce das tempestades atingiu a ria de Aveiro, causando a morte de amêijoa-macha e berbigão. Após o término das tempestades, os pescadores voltaram ao trabalho e encontraram cenário de destruição, com lixo espalhado e parte significativa da produção comprometida.

Segundo os pescadores, cerca de 80% dos bivalves estavam mortos, afetando especialmente berbigão e amêijoa-macha. O choco, que deveria ter entrado na ria, está a demorar a aparecer, devido às condições verificados.

A Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA) estima que o sustento de entre 1500 e 2000 famílias esteja em risco. A principal explicação aponta para a ocorrência de água doce associada às tempestades, que alterou o ecossistema local.

A situação reflete um impacto direto na atividade agrícola marinha da região, com efeitos económicos a curto prazo para quem vive da pesca na ria de Aveiro, enquanto as autoridades avaliam danos e medidas de mitigação.

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