- Sessão pública hoje às 15:00, em Coimbra, sob o dique do viaduto da A1, para debater as cheias de fevereiro no Mondego.
- No painel estão a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, e outros especialistas: Fernando Seabra Santos, António Carmona Rodrigues e Carlos Matias Ramos.
- As cheias atingiram os concelhos de Montemor-o-Velho e Soure, isolando Ereira, e provocaram o corte da A14, gerando prejuízos a empresas da região ribeirinha.
- O desassoreamento dos rios Mondego, Ceira e Dueça está estimado em 11,7 milhões de euros.
- Um plano de evacuação para 3.000 pessoas foi preparado mas não foi necessário; escolas fecharam, e houve retirada de habitações, com pedidos de reparação do canal de rega do Mondego até início de maio.
A Câmara de Coimbra e a Universidade de Coimbra promovem hoje, às 15:00, uma sessão pública sobre as cheias que atingiram a região em fevereiro. O evento ocorre sob o viaduto da A1, junto ao dique que também colapsou, interrompendo a circulação na autoestrada. O objetivo é analisar os episódios de cheia e refletir sobre o funcionamento das infraestruturas hidráulicas e a gestão do risco de inundação em Portugal.
A iniciativa conta com a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, e com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado. A sessão abre com uma conferência proferida por Fernando Seabra Santos, professor catedrático reformado da Universidade de Coimbra e antigo reitor.
A mesa-redonda reúne ainda António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração do grupo Águas de Portugal, e Carlos Matias Ramos, antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros. O debate visa clarificar o que aconteceu e quais lições retirar.
A Câmara de Coimbra estima que o desassoreamento dos rios Mondego, Ceira e Dueça pode custar 11,7 milhões de euros. As cheias afetaram Montemor-o-Velho, isolando Ereira, e Soure, levando ao corte da A14 e a prejuízos para empresas ribeirinhas.
O episódio forçou o fecho de escolas e levou à retirada de habitantes, especialmente idosos, ainda que tenha sido preparado um plano de evacuação para 3 000 pessoas que acabou por não ser necessário. As autoridades mantêm vigilância, com foco no setor educativo.
No início do mês, cooperativas agrícolas do Baixo Mondego pediram, à Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, que o canal de rega seja reparado até início de maio, de forma a minimizar novos impactos na produção e no abastecimento hídrico.
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