- O Governo vai libertar 15 milhões de euros para obras de emergência nas praias, com prioridade para intervenções em arribas no Algarve, antes da época balnear.
- O investimento total estimado para reparar os danos no litoral é de cerca de 200 milhões de euros, relativo a 749 ocorrências entre 1 de outubro de 2025 e 3 de março de 2026.
- As arribas dominam a lista de problemas, com especial preocupação no Norte do Tejo; no Sul, a instabilidade das arribas é o principal desafio.
- Albufeira, Quarteira, Garrão e Praia do Forte Novo ficam entre as zonas prioritárias para as obras de emergência, incluindo injecção de areia.
- Além destas áreas, entram na linha da frente Armona, Moledo, Furadouro, Espinho e São João da Caparica; Vieira de Leiria vai receber um projeto abrangente após a tempestade Kristin.
O Governo vai desbloquear 15 milhões de euros para intervenções de emergência na costa, com o objetivo de avançar já antes da época balnear. O limite de 15 milhões destina-se a obras prioritárias e a planos que assegurem a proteção de praias e arribas.
A decisão surge na sequência de danos provocados por o mau tempo, que afetou 749 ocorrências no litoral entre 1 de outubro de 2025 e 3 de março de 2026. A estimativa total de investimento necessário ascende a 200 milhões de euros, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, referiu que as arribas são a principal prioridade para reduzir riscos à vida de pessoas e animais. Em entrevista ao PÚBLICO-Renascença, a ministra adianta que o relatório completo será divulgado na sexta-feira.
Obra de emergência na região do Algarve
As intervenções mais urgentes vão concentrar-se na zona de Albufeira e Quarteira, com especial enfoque em Garrão e Praia do Forte Novo. Ali serão necessárias injecções de areia para estabilizar a costa, mantendo a função de proteção das arribas.
Na Península de Algarvia, o rochedo de Peneco permanece sob avaliação para reforço estrutural, com a hipótese de usar betão para preservar público e património, caso não seja possível retirar o desconforto visual com outras soluções.
Acompanhando estas ações, há praias que já sofreram desaparecimentos temporários ou parciais, como a ilha da Armona, em Fuzeta. A regeneração voltará a decorrer em maio ou junho para assegurar condições de funcionamento na temporada.
Outros pontos de atenção e novas avaliações
Entre os locais com obras já iniciadas e que serão retomadas estão São João da Caparica, Quarteira, Garrão, Praia do Vau e Furadouro. A ministra destaca ainda que já havia 64 milhões de euros adjudicados em obras em curso antes da interrupção causada pelo mau tempo.
Vieira de Leiria é outra zona a receber atenção especial, após a passagem do vendaval Kristin. O plano é desenvolver um projeto abrangente que inclua a praia e áreas adjacentes, para reforçar a proteção costeira a longo prazo.
Perspectivas e próximos passos
A ministra frisou a importância de soluções com maior durabilidade, citando exemplos onde obras já concluídas resistiram melhor ao mau tempo. O objetivo é que, além das intervenções imediatas, se avancem estudos técnicos e soluções estruturais para reduzir novas vulnerabilidades costeiras.
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