- O arquitecto japonês Ryue Nishizawa esteve em Lisboa para uma conferência esta semana.
- Nishizawa, de 60 anos, foi o mais jovem vencedor do Prémio Pritzker, em 2010, a receber em conjunto com Kazuyo Sejima.
- São ambos sócios no ateliê SANAA.
- Defende cidades pensadas pela interligação entre urbanismo e natureza, distinguindo-as pela sua singularidade natural e cultural.
- Mostra fascínio pelos azulejos portugueses e critica a estandardização crescente do espaço citadino.
O arquitecto japonês Ryue Nishizawa, vencedor do Prémio Pritzker em 2010, esteve em Lisboa nesta semana para proferir uma conferência sobre a relação entre cidades e natureza. A visita reforça o interesse internacional na arquitetura que dialoga com o ambiente.
Nishizawa defende cidades pensadas pela singularidade natural e cultural de cada lugar, em contraste com a estandardização do espaço urbano. O conceito aproxima-se de uma visão de urbanismo que valoriza os elementos locais.
Além disso, o criador, que atua no ateliê SANAA juntamente com Kazuyo Sejima, afirma estar fascinado pela tradição dos azulejos portugueses e pela forma como eles podem inspirar a arquitetura contemporânea.
Perspetivas sobre urbanismo natural
O contributo de Nishizawa centra-se na ideia de que a natureza deveCOMPôr o tecido urbano, conduzindo a práticas de projeto que privilegiam o contexto específico de cada cidade.
A conferência em Lisboa coincidiu com o reconhecimento internacional da abordagem de SANAA, destacando a importância de interfaces entre arquitetura, paisagem e cultura local.
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