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Máscaras UV e gravatas refrescantes: como culturas fora da Europa enfrentam o calor

Culturas fora da Europa enfrentam o calor com soluções passivas, roupas e acessórios inovadores que arrefecem o corpo

Uma turista chinesa protege o rosto do sol enquanto tira fotografias no Römerberg, em Frankfurt am Main, no sábado, 27 de junho de 2026
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  • Culturas fora da Europa já desenvolvem estratégias para enfrentar o calor, como Japão, onde gravatas se transformam em acessórios refrescantes com bolsas de frio e tecidos que absorvem o suor.
  • No Japão, a prioridade é arrefecer a nuca, pulsos, axilas e virilhas, com anéis de gelo, toalhas húmidas e ventoinhas usadas no dia a dia.
  • Na China, proliferam máscaras faciais leves com proteção UV (UPF) e acessórios como chapéus grandes; bebidas quentes são preferidas a frias devido a tradições de medicina e digestão.
  • Fora da Europa, usa-se muito arrefecimento passivo, sombra, arquitetura de massa térmica e evaporação, como as construções de barro e pedra dos Navajo e Pueblo nos Estados Unidos, e pátios interiores no México.
  • Regiões como Egito e Índia recorrem a malqaf (torres de vento), evaporação com panos molhados, jarros de barro (arrefecimento mitti) e alimentação leve para manter o corpo mais fresco.

Três regiões fora de Europa já desenvolveram formas diversas de enfrentar o calor intenso, com soluções que vão desde acessórios simples até estratégias arquitetónicas. O objetivo é manter a temperatura corporal estável em ambientes com altas temperaturas e elevada radiação solar.

Em Japão, soluções diversas combinam estilo e frescura. Gravatas com bolsas de frio, folhas de fibra que funcionam como toalhas refrigerantes e tecidos felpos na nuca ajudam a arrefecer o corpo. Estas práticas baseiam-se na importância de manter a nuca, pulsos, axilas e virilha frias, zonas com grandes vasos sanguíneos.

A China tem adotado máscaras faciais leves com proteção UV, bem como acessórios como chapéus amplos e lenços húmidos. O uso de máscaras técnicas, chamadas facekinis, evoluiu para itens respiráveis com UPF 50+ e a evaporação é frequentemente explorada em bebidas quentes ou tépidas, alinhadas com tradições de Medicina TCM.

No Egito e na Índia, destacam-se métodos de arrefecimento por evaporação. Torrefas de vento no Egito, pátios com água e panos húmidos reduzem a temperatura interna. Na Índia, jars de barro (mitti) e cortinas húmidas promovem arrefecimento natural, complementados por alimentação leve e hidratação constante.

Na Europa, as respostas ao calor continuam predominantemente técnicas e de curto prazo, como climatização e isolamento. Contudo, o texto compara práticas históricas de construção passiva com abordagens modernas para conforto térmico, destacando diferenças de adaptação cultural ao calor.

A observação geral aponta que, fora da Europa, o calor é enfrentado com soluções passivas, de base arquitetónica e cultural, enquanto na Europa crescem as soluções técnicas de curto prazo. Em alguns países asiáticos, a tendência é para pequenas tecnologias ligadas ao quotidiano.

Relativamente aos hábitos diários, as frentes de arrefecimento incluem ventoinhas, leques, toalhas húmidas, roupas leves de algodão e bebidas que favorecem a hidratação, com variações regionais que combinam fatores climáticos e culturais.

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