- Foram registadas mais de 1,3 mil mortes adicionais desde 21 de junho relacionadas com as temperaturas elevadas na Europa, segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
- O continente europeu regista o aquecimento mais rápido, duas vezes a média global, com 150 milhões de pessoas a viver sob calor extremo.
- O calor já provocou centenas de mortes, escolas fechadas e redes elétricas sob pressão, num contexto de habitações, locais de trabalho e escolas pouco preparados para estas temperaturas.
- Estima-se que até 191 milhões de pessoas enfrentem temperaturas superiores a 35 ºC, de acordo com cálculos da AFP.
- Recordes térmicos continuam a acumular-se: 37 ºC na Dinamarca, 41,5 ºC na Alemanha (com novo recorde nocturno de 29,4 ºC em Kubschütz) e 41,1 ºC em Doksany; Berlim equaciona usar canhões de água e a França mantém alerta vermelho apenas em dois departamentos.
O relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que foram registadas mais de 1300 mortes adicionais desde 21 de junho relacionadas com as temperaturas elevadas na Europa. A informação foi partilhada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus numa publicação no X.
Segundo o responsável, o continente apresenta o ritmo de aquecimento mais rápido do planeta, duas vezes superior à média global. O extremo calor afecta 150 milhões de pessoas, com escolas encerradas e redes elétricas sobrecarregadas.
Recordes de temperatura e impactos
No fim de semana, novos recordes absolutais foram registados, com 41,5 °C na Alemanha e 37 °C na Dinamarca. Também houve novo máximo noturno em Kubschütz, na Alemanha, enquanto a República Checa marcou 41,1 °C em Doksany.
Em Berlim, a polícia planeia usar de novo canhões de água para refrescar a população. Em França, o alarme vermelho mantém-se apenas em dois departamentos do leste, com previsões de levantamento às 20:00.
Perspetivas e causas
Especialistas destacam que as ondas de calor reiteradas são sinal de alterações climáticas ligadas à queima de combustíveis fósseis. A poluição pode alterar a corrente de jato, favorecendo sistemas de alta pressão que estagnam sobre a Europa.
Estudos citados também indicam que a Europa aquece mais rapidamente no verão face a outras regiões. O aumento da temperatura afeta ainda os mares, colocando em risco a biodiversidade marinha.
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