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Glaciares suíços derretem rapidamente em junho, calor extremo na Europa

Glaciares suíços derretem a ritmo alarmante; o dia de perda chega mais cedo e, se o aquecimento continuar, restarão apenas vestígios de gelo em 2100

Foto de arquivo - Matthias Huss, da equipa GLAMOS, no glaciar do Ródano, parcialmente coberto com lonas, perto de Goms, Suíça, em 10 de junho de 2025
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  • Em Suíça, a rede GLAMOS prevê que toda a neve e gelo acumulados no inverno tenham derretido até segunda-feira, devido à onda de calor na Europa.
  • O ponto de viragem, o dia em que os glaciares perdem o equilíbrio de massa, chegou antes do habitual; costuma ocorrer em meados de agosto neste século.
  • O derretimento está a ocorrer a um ritmo sem precedentes, com os glaciares a recuar três meses mais cedo do que o considerado saudável.
  • Este ano, os glaciares suíços receberam cerca de 25% menos neve fresca do que a média de 2010 a 2020, e as temperaturas acima da média aceleraram o degelo.
  • Cientistas alertam que, se o aquecimento atual continuar, em 2100 restarão apenas vestígios de gelo; temperaturas recorde de até 40 °C contribuíram para a situação.

O degelo dos glaciares suíços acelerou em junho, devido a uma onda de calor que se estende pela Europa. A Rede de Monitorização de Glaciares na Suíça (GLAMOS) informou que toda a neve e gelo acumulados no último inverno deverá ter derretido até segunda-feira. Este marco é raramente atingido tão cedo.

Desde o início da recolha de dados, o dia de perda dos glaciares chegou mais cedo apenas uma vez, em 2022, aos 26 de junho. Este século, o traço típico é registado em meados de agosto, o que ressalta o ritmo acelerado do degelo este ano.

A GLAMOS descreve uma “enorme ablação” de gelo e neve no maciço alpino, com os glaciares a recuar a uma taxa sem precedentes. A organização estima que já estejam três meses adiantados em relação a uma situação saudável.

O ganho de calor sobre a região explica parte do fenómeno. Este ano, os glaciares suíços receberam cerca de 25% menos neve fresca entre 2010 e 2020, disse Matthias Huss, responsável pela GLAMOS, indicando menor proteção contra o aquecimento.

Além disso, temperaturas acima da média em maio e junho, aliadas a uma onda de calor extrema, expuseram gelo mais escuro sob a neve, aumentando a absorção de radiação e o derretimento.

Se o aquecimento continuar com o ritmo atual, Huss alerta que, em 2100, poderão restar apenas vestígios de gelo nos Alpes suíços, mantendo o cenário de recuo acelerado.

Temperaturas históricas ao longo da semana ultrapassaram os 40 ºC em várias regiões europeias, provocando perturbações hospitalares e emergências. Este calor extremo é apresentado por cientistas como um sinal de alterações climáticas em curso, com impactos amplos.

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