- Desde 24 de junho, foram observadas cerca de mil mortes adicionais em comparação com a média dos meses anteriores.
- Nos 24, 25 e 26 de junho foram registadas mais de 1,2 mil mortes no dia 24 e mais de 1,4 mil nos dias 25 e 26, elevando a mortalidade acima da média.
- 85% dos óbitos registados dizem respeito a pessoas com 65 anos ou mais.
- Houve um aumento de 40% das mortes em casa, especialmente na Île-de-France.
- A onda de calor, com temperaturas superiores a 40°C em grande parte do território, mantém os hospitais sob pressão.
O calor extremo em França originou um primeiro balanço que aponta para mais mortes do que o usual desde o início da semana. Segundo a agência nacional de saúde pública, desde 24 de junho houve cerca de mil óbitos adicionais em comparação com períodos anteriores, ainda sem atribuição formal ao calor.
A ministra da Saúde tinha já indicado que os números extras eram visíveis, sem entrar em contas definitivas. O levantamento, feito para acompanhar a fase mais aguda da vaga de calor, cobre apenas dados parciais, refletores da pressão sobre serviços hospitalares.
A mortalidade incide principalmente sobre pessoas com 65 anos ou mais, representando 85% dos óbitos observados, aponta a agência. Houve ainda um aumento de 40% nos óbitos em casa.
O que aconteceu e quem está envolvido
As autoridades registraram temperaturas superiores a 40 °C em todo o território, entre 24 e 26 de junho, marcando uma das ondas de calor mais fortes já registradas.
A agência de saúde pública, ligada ao Ministério da Saúde, coordena as observações e a divulgação dos números. Não houve confirmação de que todos os óbitos estejam diretamente ligados ao calor, dado o atraso na manifestação de alguns efeitos.
O relatório também indica que o aumento se verifica em várias faixas etárias, mas com maior impacto na população idosa. O território da Île-de-France apresenta um crescimento acentuado de óbitos em domicílio, fenómeno destacado pela própria agência.
Desdobramentos
Após 11 dias de calor extremo, as temperaturas devem baixar, trazendo condições mais moderadas. No entanto, o peso do calor no sistema hospitalar mantém-se elevado, com receios de mortalidade adicional ao longo das próximas semanas.
As autoridades reiteram a necessidade de monitorização contínua e de medidas de proteção para os grupos vulneráveis, sem adiantar números finais até a consolidação dos dados.
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