- A Grécia desenvolve uma constelação de satélites térmicos, criada pela empresa alemã OroraTech, para monitorizar incêndios e servir de modelo para a Europa.
- Quatro satélites, cada um menor que uma bagagem de mão, foram lançados em órbita baixa em maio para detetar focos com apenas quatro metros de largura.
- Os dados, processados por inteligência artificial, são enviados como alertas com localização, tamanho e intensidade dos incêndios, permitindo prioridade de resposta.
- A tecnologia complementa drones e sensores terrestres, reforçando a capacidade de resposta em terreno remoto e após as lições do incêndio de 2018 perto de Atenas.
- O projeto, financiado pela União Europeia, tem custo de duzentos milhões de euros e prevê mais lançamentos até ao final do ano, integrando uma rede europeia de observação.
A Grécia aposta numa constelação de satélites para monitorizar incêndios florestais, visando reforçar o combate nacional e servir de modelo para a Europa. Quatro novos satélites foram lançados em órbita baixa em maio, todos com menos peso que uma bagagem de mão.
Os aparelhos utilizam sensores térmicos para detetar focos com apenas quatro metros de largura, superando a sensibilidade dos satélites tradicionais. Os Alertas chegam já com localização, dimensão e intensidade calculadas via inteligência artificial.
A experiência antiga mostra o risco: em 2018, um incendio perto de Atenas provocou mais de 100 mortos. Em 2023, outro fogo de grandes proporções devastou uma reserva natural, o maior da UE até então.
Rede europeia de observação
A Grécia integra a primeira rede mundial que utiliza satélites térmicos como parte do seu sistema de combate a incêndos. O objetivo é cobrir áreas remotas e melhorar modelos de comportamento do fogo para uma resposta mais rápida.
Os satélites complementam drones e sensores terrestres já usados, fortalecendo a vigilância. O conjunto é promovido pela UE, com um custo total estimado em 200 milhões de euros e financiado pela União Europeia.
Mais lançamentos estão previstos até ao final do ano, à medida que se expande uma rede com três empresas europeias para incorporar também satélites de radar e imagens óticas de alta resolução.
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