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Infantino usa jato privado para assistir a dois jogos do Mundial por dia

Infantino usa jacto privado para ver dois jogos por dia, com viagens aéreas responsáveis por cerca de 7,7 milhões de toneladas de CO₂ no Mundial 2026

Gianni Infantino, de 56 anos, tem viajado diariamente num jacto privado para assistir a jogos que decorrem a milhares de quilómetros de distância
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  • O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem viajado de jacto privado para assistir a dois jogos do Mundial por dia, segundo a FIFA e o Guardian.
  • O jacto, fornecido pela Qatar Airways, integra o acordo de patrocínio e permite deslocações entre cidades distantes nos Estados Unidos, Canadá e México.
  • As viagens aéreas são responsáveis por cerca de 7,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono, num total estimado entre oito e nove milhões de tCO₂ para o Mundial de 2026.
  • O Guardian destaca que este é o evento mais poluente de sempre, com distâncias entre cidades anfitriãs que excedem diversos milhares de quilómetros (exemplo: Vancouver a Miami supera 4.500 km).
  • A Zero e o New Weather Institute alertam para o enorme impacto ambiental, com a grande maioria das emissões esperadas vir de deslocações de adeptos, equipas e organização (entre 85% e 90%).

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem travelado de jacto privado para acompanhar dois jogos por dia no Mundial 2026, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México. A deslocação diária tem como foco acompanhar partidas em estádios a milhares de quilómetros de distância entre si, com o objetivo de ver dois jogos por jornada sempre que possível.

Fontes próximas da FIFA indicam que Infantino já assistiu a jogos em cidades como Cidade do México, Guadalajara, Los Angeles e São Francisco, entre outras, mantendo uma programação intensa ao longo do torneio. O uso do jacto privado é atribuído a um acordo de patrocínio com a Qatar Airways.

Emissões associadas ao Mundial

As viagens aéreas respondem por cerca de 7,7 milhões de toneladas da estimativa total de emissões de carbono do Mundial 2026, que pode ficar entre oito a nove milhões de toneladas. A associação ambiental Zero já advertiu para a pegada histórica do evento.

A perspetiva técnica aponta que a maior parte das emissões resulta do transporte de fãs, equipas, jornalistas e organizadores. A distância entre algumas cidades anfitriãs, como Vancouver e Miami, é especialmente significativa para a pegada climática do torneio.

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