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Moradores e autarca contestam localização de biometano em Torres Novas

Moradores e o autarca contestam a localização de unidade de biometano em Árgea, destacando cheiros, qualidade do ar, trânsito pesado e desvalorização de casas

Moradores e o presidente da Câmara de Torres Novas estão contra a localização prevista para uma unidade de biometano na freguesia de Árgea
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  • Moradores e o presidente da Câmara de Torres Novas contestam a localização prevista para a unidade de biometano em Árgea, citando cheiros, qualidade do ar, possível contaminação de poços, trânsito de camiões pesados e desvalorização das casas.
  • O Movimento Defender Árgea e Aldeias Vizinhas afirma não ser contra o biometano nem a transição energética, mas preocupa-se com o local e indica que o atual Plano Diretor Municipal exclui automaticamente projetos sujeitos a avaliação de impacto ambiental.
  • O presidente da câmara, José Trincão Marques, afirmou que o concelho não tem aptidão para receber a unidade e que irá defender a causa, alegando impactos ambientais e de qualidade de vida.
  • A sessão da câmara viu forte participação pública de moradores da zona de Árgea, que pedem a relocalização para uma área afastada de áreas habitadas.
  • A instalação está em consulta pública até 25 de junho e o projeto prevê uma unidade de cerca de 4,8 hectares, para cerca de 100 mil toneladas anuais de resíduos biodegradáveis, com vida útil estimada em 30 anos.

Na freguesia de Árgea, Torres Novas, moradores e o presidente da Câmara contestam a localização de uma unidade de biometano prevista para a zona. O projecto, que tem autorização de54 horas, envolve uma instalação de cerca de 4,8 hectares com capacidade para tratar cerca de 100 mil toneladas de resíduos biológicos por ano e uma vida útil de 30 anos. A consulta pública está em curso até 25 de junho.

Constituída pela Associação Movimento Defender Árgea e Aldeias Vizinhas, a contestação aponta impactos esperados como odores, má qualidade do ar, risco de contaminação de poços, aumento do tráfego de camiões pesados e desvalorização imobiliária. Os moradores defendem a necessidade de localizar a unidade longe de áreas habitadas.

O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques, manifestou-se contra a instalação na última reunião do executivo. O autarca afirmou que o município não tem aptidão para receber este tipo de infraestrutura e prometeu acompanhar o processo de perto, recorrendo a instrumentos urbanísticos para travar o projeto.

Posições e argumentos

Rui Nunes, presidente da União de Freguesias de Olaia e Paço, reiterou a oposição local, destacando que a localização pode afetar recursos hídricos, rede viária e qualidade de vida. A reunião municipal registou ampla participação popular, com moradores de Árgea a pedir a relocalização para área não habitada.

Além de defender a transição energética, os moradores enfatizam que o PDM em vigor não permite este tipo de instalação na localização prevista. O autarca afirmou ter tomado conhecimento recente da deliberação de maio de 2025, aprovada por unanimidade, que autorizou a localização, chegando a questionar o processo por não ter integrado o executivo à data.

Desdobramentos

O município diz estudar soluções legais para impedir o avanço, mantendo a discussão sobre o futuro da área e a proteção da biodiversidade. O debate acontece num contexto de mobilização cívica local, com petições em curso e várias iniciativas para acompanhar o desenvolvimento do projeto.

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