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Torres Novas: moradores e autarca contestam localização de unidade de biometano

Moradores e o presidente da Câmara contestam a localização da unidade de biometano em Árgea, apontando odores, impactos ambientais e tráfego pesado

Resíduos podem ser tratados para aproveitamento do biogás
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  • Moradores e o presidente da Câmara de Torres Novas contestam a localização prevista da unidade de biometano em Árgea, em curso uma petição pública.
  • O Movimento Defender Árgea e Aldeias Vizinhas aponta cheiros, qualidade do ar, contaminação de água, tráfego de camiões e desvalorização de casas como principais preocupações, defendendo outra localização.
  • O presidente da Câmara, José Trincão Marques, afirma que o concelho não tem aptidão para receber a unidade e promete apoiar a defesa do território.
  • Foi revelado que houve uma deliberação de maio de 2025 que aprovou a localização, da qual o autarca não tinha conhecimento; o Plano Diretor Municipal não permite este tipo de instalação naquela localização.
  • O projeto prevê uma unidade de cerca de 4,8 hectares, com capacidade para tratar 100 mil toneladas de resíduos por ano e vida útil de 30 anos; a consulta pública decorre até 25 de junho.

Oposição à localização de unidade de biometano em Árgea ganha força em Torres Novas. Moradores e o presidente da Câmara Municipal contestam o local previsto para a unidade, alegando impactos ambientais, de tráfego e de qualidade de vida. O projeto está em consulta pública até 25 de Junho.

A instalação, prevista numa área de cerca de 4,8 hectares, visa tratar aproximadamente 100 mil toneladas/ano de resíduos biodegradáveis, com uma vida útil estimada em 30 anos. O processo envolve Torres Novas e municípios vizinhos na região do Médio Tejo.

Durante a sessão da Câmara Municipal, o autarca José Trincão Marques, do PS, manifestou oposição à localização em Árgea, afirmando que o concelho não tem aptidão para receber a unidade. O presidente disse que irá defender alternativas fora de áreas habitadas.

O Movimento Defender Árgea e Aldeias Vizinhas expressou preocupações com cheiros, qualidade do ar, contaminação de poços, aumento do tráfego de camiões e desvalorização de imóveis. A associação disse não ser contra a energia renovável, apenas contra o local.

Também a União de Freguesias de Olaia e Paço informou ter as mesmas reservas, apontando impactos em recursos hídricos, rede viária e bem-estar da população. O autarca pediu uma posição firme da Câmara contra o projeto naquela localização.

A deliberação municipal de Maio de 2025, que aprovou a localização, foi destacada pelos contestatários como desconhecida pelo atual executivo. Trincão Marques afirmou que não participou da decisão e que está a estudar vias legais para impedir o avanço.

Controvérsia local

A oposição concentra-se na proximidade com habitações, comunidades próximas como Árgea, Barroca e Carreira da Areia, e no volume de resíduos previsto. O tema divide moradores entre apoiar a transição energética e defender a proteção do território.

O município indicou que pode recorrer a instrumentos urbanísticos para travar o projeto. Os promotores do empreendimento defendem a importância da energia de biomassa e destacam a necessidade de localizar adequadamente infraestruturas de tratamento de resíduos.

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