- A Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano, em Gaia, elogia a reposição da estação de alta velocidade em Santo Ovídio, mas alerta que a expropriação de empresas deve ser evitada.
- Diz que o problema em São Caetano e Terços não está resolvido e que todas as alternativas devem ser seriamente estudadas antes de considerar inevitável a expropriação.
- O RECAPE continua a prever a afetação de várias empresas e pavilhões, mesmo com uma solução em túnel defendida no Estudo Prévio; o túnel de Gaia passou de cerca de 4,7 km para cerca de 3,4 km, iniciando-se a norte da Zona Industrial de São Caetano.
- A reformulação dos túneis privilegia monotubo mais curtos, mantendo a linha com uma única ponte sobre o Douro, a estação de Gaia em Santo Ovídio e uma passagem superior em Campanhã.
- No troço Espinho-Porto-Gaia, a consulta pública até 29 aponta demolições no Porto e Gaia, com Gaia passando de 64 para 43 afetações de casas e de 22 para 37 de empresas; a linha manterá Gaia subterrânea na maior parte do traçado.
A Associação das Empresas da Zona Industrial de São Caetano, em Gaia, elogiou a reposição da estação de alta velocidade em Santo Ovídio, mas alertou que o processo ainda pode envolver expropriações. A posição foi comunicada nesta quinta-feira.
A entidade afirmou que a mudança é positiva e valida preocupações já levantadas pela APA, pelas populações e pelas empresas. No entanto, lembra que a situação nas zonas de São Caetano e dos Terços ainda não está resolvida.
A associação disse que continuará a analisar tecnicamente o projeto e a dialogar com o consórcio e as entidades públicas. Defende que a expropriação não é inevitável e que existem alternativas a explorar.
RECAPE, túneis e demolições
O RECAPE atual continua a prever a afetação de várias empresas e pavilhões, apesar de o Estudo Prévio preverem uma solução em túnel para as zonas envolventes. Documentos em consulta pública mostram redução do túnel de Gaia.
Segundo a associação, a mudança de estratégia reduz o alongamento do túnel, privilegiando monotubos mais curtos. A opção resulta de uma reformulação adotada pelo consórcio, com impacto direto no traçado.
A proposta de inserção da linha Porto-Lisboa confirma uma única ponte sobre o Douro, a estação de Gaia em Santo Ovídio e uma passagem superior em Campanhã. A consulta pública mantém várias demolições previstas.
Em Gaia, as demolições passam de 64 habitações previstas para 43, mas aumentam as empresas afetadas para 37. Em São Caetano, preveem-se 15 demolições, e na Terços, nove.
A linha manterá a maior parte do traçado subterrânea em Gaia, com o túnel de Gaia a ter 3,4 km, Negrelos 1 (995 m) e 2 (190 m), Casaldeita (1,9 km) e o túnel sob a A41 (65 m).
Caso seja concluída, a ligação Porto-Lisboa em alta velocidade poderá reduzir o tempo entre as duas cidades para cerca de 1 hora e 15 minutos, com ligações previstas para Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.
A obra integra várias estações, incluindo no aeroporto do Porto, em Braga, Ponte de Lima e Valença, com o objetivo de ficar pronta até 2032, em paralelo com o projeto Porto-Vigo.
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