- O IPMA interditou, na quarta-feira, a apanha de amêijoa-boa, berbigão e lingueirão na Lagoa de Óbidos, por tempo indeterminado.
- A decisão ocorreu após detecção da bactéria Escherichia coli nas águas da lagoa.
- Cerca de cem profissionais da Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos organizaram um protesto na Foz do Arelho.
- Os marisqueiros defendem o levantamento da interdição por tempo indeterminado, alegando que a água não está poluída e apontam para grande quantidade de filosferas (plantas) na lagoa.
A intervenção do IPMA interrompeu hoje a apanha de amêijoa-boa, berbigão e lingueirão na Lagoa de Óbidos, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na quarta-feira, após detecção de a bactéria E. coli na água da lagoa. A medida visa impedir a atividade de marisqueadores até que haja garantia de segurança sanitária.
A Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos (APMALO) organizou, para este domingo, um protesto na Foz do Arelho. Estão envolvidos cerca de cem profissionais que reivindicam o levantamento da interdição por tempo indeterminado. Alegam que a água não está poluída devido à grande quantidade de filosfera presente.
Os protestos surgem na sequência da decisão do IPMA, que justificou a suspensão com base no sinal de contaminação. O órgão regulador não indicou datas para reavaliação, nem os critérios a cumprir para retomar a atividade. A situação afecta trabalhadores da região e o abastecimento de marisco local.
Ação e impacto
- APMALO afirma que a presença de plantas (filosfera) não deve impedir a atividade sem avaliação adicional.
- A suspensão poderá impactar a subsistência de muitos mariscadores e fornecedores da região.
- As autoridades não adiantaram possibilidade de compensações ou medidas alternativas enquanto durar a interdição.
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