- Lagartas venenosas da lagarta-processionária-do-carvalho infestam Berlim, incluindo Jungfernheide, levando ao encerramento de instalações desportivas e espaços verdes em Charlottenburg-Wilmersdorf.
- Moradores relatam que muitos idosos já não saem de casa; crianças apresentam erupções cutâneas e alguns dependem de cortisona para aliviar sintomas.
- Pelos urticantes contêm thaumetopoein e causam irritações na pele, olhos e vias respiratórias; permanecem ativos em ninhos antigos mesmo após a saída das lagartas.
- Autoridades de saúde não intervêm, porque as lagartas não são consideradas praga clássica; o uso de biocidas está proibido pelo serviço de proteção fitossanitária, o que terá atrasado a resposta.
- Moradores lançaram uma petição exigindo um plano de proteção vinculativo para Jungfernheide e para todo o território de Berlim.
Berlim enfrenta uma infestação de lagartas venenosas que tem levado moradores a evitar sair de casa. O foco está na lagarta-processionária-do-carvalho, que se espalhou por várias zonas da cidade, incluindo Charlottenburg-Wilmersdorf. Instalações desportivas e espaços verdes da região foram encerrados.
A situação é especialmente grave na Jungfernheide, onde há danos em caixilhos de portas, automóveis, fachadas e candeeiros. Moradores relatam que muitos idosos deixaram de sair para a rua, enquanto as crianças apresentam erupções cutâneas. A exposição ocorre através dos pelos urticantes, que se soltam com o vento.
As autoridades de saúde não intervêm de forma direta, argumentando que as lagartas não são tratadas como praga clássica, ao contrário de ratos. Além disso, o serviço de proteção fitossanitária impede a utilização de biocidas para combate. Em 2025, houve críticas quanto à resposta tardia.
Medidas e reação
Moradores lançaram uma petição para exigir um plano de proteção vinculativo para a Jungfernheide e para todo o território de Berlim. O objetivo é que haja medidas específicas de controlo e proteção da população, com atuação das autoridades competentes.
Os responsáveis locais lembraram que a situação envolve riscos à saúde, nomeadamente irritações cutâneas, conjuntivites e dificuldades respiratórias. O vento facilita a dispersão dos pelos, mantendo o perigo ativo mesmo após o abandono dos ninhos.
A população pede atualizações sobre medidas de mitigação, informações sobre zonas seguras e orientações de prevenção para who vive na área afetada. A situação continua a ser monitorizada por serviços municipais, que devem apresentar resposta mais clara em breve.
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