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Serra da Estrela é a nova Reserva da Biosfera da UNESCO

Serra da Estrela é reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera, com gestão integrada ao Geopark e aumento de visibilidade internacional

O Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) abrange seis concelhos, uma das mais extensas áreas protegidas nacionais
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  • Serra da Estrela foi designada Reserva da Biosfera UNESCO, integrada na Rede Mundial de Reservas da Biosfera.
  • A área total é de 2.372,99 quilómetros quadrados, distribuída por seis municípios do Parque Natural da Serra da Estrela: Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Covilhã.
  • A aprovação foi anunciada na 38.ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera, no Paraguai.
  • A nova reserva coexiste com o Geopark Global UNESCO já existente, numa governação integrada para otimizar recursos.
  • A candidatura foi promovida pela Associação Geopark Estrela, com coordenação científica de Helena Freitas, envolvendo autarquias, sociedade civil e comunidade educativa.

A Serra da Estrela foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera, integrando a Rede Mundial da Biosfera. A designação abrange o território repartido pelos seis municípios do Parque Natural da Serra da Estrela: Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Covilhã. A aprovação foi anunciada na 38.ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera, realizada no Paraguai desde 3 de Junho.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) informou que a candidatura foi promovida pela AGE — Associação Geopark Estrela, com coordenação científica de Helena Freitas, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. O processo envolveu autarquias, sociedade civil, educação e organizações ambientais, com base no Plano de Cogestão do Parque, aprovado em 2024.

A nova reserva totaliza 2372,99 km2, distribuída pelos seis municípios. Está organizada em três zonas: Núcleo (212,55 km2), Zona de Tampão (679,65 km2) e Zona de Transição (1480,80 km2), que corresponde a 62% do território.

A integração na Rede UNESCO ocorre em paralelo com o título já possuído pela Serra da Estrela de Geopark Global UNESCO desde 2020. O ICNF afirma que os dois estatutos serão geridos de forma integrada, com governança conjunta para otimizar recursos.

A candidatura decorreu ao longo de quatro anos, com apoio do Governo e da colaboração do Instituto, bem como da Comissão de Cogestão do PNSE. O objetivo é reforçar a conservação da biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, mantendo a cultura e as tradições da região.

A ministra do Ambiente e Energia destacou que o reconhecimento reforça a sustentabilidade da Serra da Estrela e aposta na inovação e na educação ambiental ao serviço das comunidades. O Governo realçou ainda o envolvimento dos municípios e da sociedade civil no processo, bem como o papel da coordenação científica liderada por Helena Freitas.

Para a liderança regional, a integração da Serra da Estrela na UNESCO coloca o território numa rede global de referências, com potencial para atrair turismo sustentável, parcerias de investigação e financiamento para conservação. O presidente da Câmara de Manteigas e da Rede UNESCO sublinha o orgulho regional e o esforço conjunto que levou ao reconhecimento.

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