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Cazaquistão liberta tigres de Amur para recuperar a espécie turaniana extinta

Quatro tigres-de-amur libertados no Cazaquistão para reconstituir o tigre turaniano na região de Balkhash, com monitorização 24h

Quatro tigres-de-amur libertados na natureza no Cazaquistão
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  • Quatro tigres-de-amur (macho e fêmea adultos, entre três e quatro anos, mais duas crias de seis a sete meses) foram transferidos da Rússia para a Reserva Natural Ile‑Balkhash, no Cazaquistão, para reintrodução.
  • Os animais foram transportados por via aérea de Khabarovsk para Almaty e depois em helicóptero Mi-8 para a reserva, com coleiras GPS para monitorização 24 horas por dia.
  • A zona de reintrodução fica no sul de Balkhash, ao longo do rio Ile, área que integrava a distribuição histórica do tigre na região.
  • A reserva já recebeu 119 kulans (asnos selvagens) para servir de base de presas; javalis e corços também se reproduzem na área, que cobre cerca de 1,2 milhões de hectares, num projeto com perspetiva de 40 a 50 anos.
  • Cientificamente viável pela proximidade entre o tigre-de-amur e o predador extinto da região (tigre turaniano), o programa envolve cooperação entre Cazaquistão e Rússia desde novembro de 2025 para a recuperação da espécie.

Quatro tigres-de-amur foram libertados na natureza do Cazaquistão, numa operação que visa reconstituir a espécie na Ásia Central. Os animais chegam da Rússia e ficam na Reserva Natural Ile-Balkhash, junto ao sul do país.

O grupo inclui um macho e uma fêmea adultos, com entre três e quatro anos, e duas crias com cerca de seis a sete meses. Os tigres foram capturados na região de Khabarovsk, no Extremo Oriente russo, em estado selvagem.

Os animais foram transportados por via aérea de Khabarovsk para Almaty e, de lá, levados de helicóptero Mi-8 até à reserva protegida. Os especialistas pretendem acompanhar os movimentos 24 horas por dia via GPS.

Objetivos e planeamento de longo prazo

O programa visa reintroduzir o predador de topo na região de Balkhash, onde a área de reintrodução abrange o sul do rio Ile, sob gestão de uma reserva de cerca de 1,2 milhões de hectares. O objetivo é manter a espécie para as próximas décadas.

Foi mencionado que a área já contava com uma base de presas: foram libertados 119 kulans na reserva e existem populações locais de javalis e corços que se reproduzem. A presença de presas facilita a adaptação dos tigres.

Yerlan Nyssanbayev, ministro da Ecologia do Cazaquistão, destacou que o programa é de longo prazo, estimando 40 a 50 anos. A iniciativa integra a visão de recuperação do tigre na região, iniciada em 2010.

Antecedentes da iniciativa

A intenção de reintroduzir o tigre na Ásia Central foi anunciada pelo Cazaquistão em 2010, no Fórum Internacional para a Conservação do Tigre, realizado em São Petersburgo. Em 2024, dois tigres-de-amur foram transferidos dos Países Baixos para a reserva Ile-Balkhash.

Em novembro de 2025, o Cazaquistão e a Rússia assinaram um roteiro conjunto para reforçar a introdução dos tigres-de-amur e apoiar a adaptação ao novo habitat. O projeto é considerado parte do Programa Global de Recuperação do Tigre.

Contexto científico e conservação

Historicamente, a Ásia Central foi habitat do tigre turaniano, hoje extinto na região desde meados do século XX. Especialistas consideram que o tigre-de-amur pertence à mesma subespécie continental, o que sustenta a viabilidade do plano de reintrodução. O tigre-de-amur é a maior subespécie existente e está listado como ameaçado.

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