- A Google apresentou diretrizes para criar um padrão global de gestão da água nos centros de dados, visando arrefecer IA de forma mais sustentável.
- Estima-se que uma consulta de IA consuma mais água do que uma pesquisa tradicional, chegando a uma garrafa de água por cada vinte perguntas; a gigante dedicou cerca de 20 mil milhões de litros de água num único ano.
- A pressão pública e de investidores levou a oposição a projetos de centros de dados em alguns locais, com pedidos para divulgar dados de consumo hídrico por instalação.
- A empresa compromete-se a repor 120% do volume de água doce utilizado até 2030, e já repôs cerca de 30 mil milhões de litros em mais de 160 projetos em cerca de 100 bacias hidrográficas.
- As ações incluem sistemas de arrefecimento de circuito fechado, sensores de monitorização e projetos de restauração de ecossistemas para reduzir a pegada hídrica.
A Google enfrenta pressão pública e de investidores sobre o uso de água nos seus centros de dados, considerados cruciais para o funcionamento da IA. A gigante tecnológica divulgou diretrizes para estabelecer padrões globais de gestão de água doce, com foco na transparência e responsabilidade ambiental.
Estudos apontam que cada consulta a plataformas de IA pode exigir consumo hídrico superior ao de uma pesquisa tradicional. Em termos globais, os centros de dados da Google consumiram cerca de 20 mil milhões de litros de água num único ano, sobretudo em áreas com escassez moderada ou elevada.
A iniciativa visa criar critérios rigorosos para a forma como a água é utilizada e reposta. A empresa diz que o objetivo não é apenas reduzir, mas devolver mais água do que retira, especialmente em regiões de maior risco hídrico.
Medidas e Exemplos
A Google já tem investido em arrefecimento de circuito fechado para reutilizar água, reduzindo perdas. A produção de energia necessária para alimentar os centros também influencia o consumo total de água na cadeia.
Relatórios de sustentabilidade indicam que já foram repostos cerca de 30 mil milhões de litros, através de mais de 160 projetos em cerca de 100 bacias. Projetos vão desde sensores e agricultura de precisão até restauração de ecossistemas.
A gestão hídrica da Google inclui compromissos anteriores, com metas para repor 120% da água doce consumida até 2030. A empresa salienta que devolve água ao ecossistema, especialmente onde o risco de escassez é maior.
A pressão externa já levou a paragens ou cancelamentos de projetos nos EUA, devido a oposição de comunidades locais. Fundos de investimento também exigem dados líquidos sobre consumo hídrico por instalação, antes de assembleias anuais.
Entre na conversa da comunidade