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Flamingos invadem lagoa de Veneza após projeto UE de zonas húmidas

Flamingos-rosados na lagoa de Veneza atingem quase 24 000 aves no inverno, resultado do projeto europeu de recuperação de sapais que expande o habitat

Um bando de flamingos alimenta-se num riacho enquanto as aves migratórias se instalam no seu habitat sazonal húmido em Navi Mumbai, Índia, 2 junho 2026.
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  • Em 2025 foram avistados 24.000 flamingos-rosados na Lagoa de Veneza, mais 6.000 do que em 2024.
  • A recuperação de zonas húmidas é financiada pela União Europeia através do projeto WaterLANDS, com 23,6 milhões de euros, visando ampliar o habitat e favorecer a nidificação.
  • A área de sapal (barene) da lagoa caiu para cerca de 7% da extensão total, consequência de erosão e dragagem desde os anos sessenta.
  • Mais de noventa por cento dos flamingos do censo anterior estavam na parte norte da lagoa; o projeto tenta criar novo habitat na zona sul para atrair mais aves.
  • A observação no centro histórico é rara; as autoridades estudam aumentar a biodiversidade nos sapais reconstruídos e monitorizar possíveis nidificações.

A Lagoa de Veneza acolhe flamingos em números recorde, impulsionados por um projeto europeu de restauro de zonas húmidas. Em 2025, foram avistados cerca de 24 000 flamingos-rosados na área, um aumento de 6 000 face a 2024. A expansão do habitat é atribuída a intervenções de conservação.

Os flamingos, conhecidos pela pele rosada e pela presença cada vez mais frequente na lagoa, começaram a surgir no início dos anos 2000. A maior concentração permanece na parte norte, onde existem sapais naturais, longe do centro histórico e do turismo intenso.

O que está a acontecer

O projeto WaterLANDS, com financiamento UE de 23,6 milhões de euros e cinco anos, visa reconstruir sapais na zona sul, debilitada pela erosão e pela dragagem para o porto de Marghera. A intervenção pretende criar novos habitats e reduzir conflitos com usos humanos.

Quem está envolvido e onde ocorre

Jane da Mosto, diretora executiva da We Are Here Venice, coordena a parceria local. Oor nitologista Alessandro Sartori acompanha semanalmente a lagoa de barco em busca de sinais de nidificação. A maior parte das aves permanece no sapal do norte, mas a esperança está na sul.

Porquê tudo isto importa

A reconstrução dos sapais aumenta a capacidade de a lagoa captar dióxido de carbono e mitigar a subida do nível do mar. Também pode ampliar a biodiversidade, com plantas que reforçam a estabilidade das zonas húmidas e reduzem a erosão.

Perspetivas futuras

Sartori diz que, nos últimos três anos, o número de flamingos na zona sul passou de alguns para centenas em períodos. A equipa estuda formas de facilitar a nidificação, mantendo distância segura entre visitantes e aves.

Observação pública

A presença de flamingos é vista como sinal de saúde ecológica da lagoa, mas a observação requer paciência. Aves alimentam-se em áreas pouco profundas e acessíveis apenas com precaução. Visitas de observação devem respeitar o habitat.

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