- O El Niño deverá instalar-se neste verão, com cerca de 80 por cento de probabilidade, mantendo-se pelo menos até novembro.
- A Organização Meteorológica Mundial prevê temperaturas acima da média em quase todo o mundo entre junho e agosto, com a Europa a enfrentar calor extremo, seca e inundações em algumas zonas.
- Os efeitos deverão intensificar-se à medida que o El Niño se instala, aumentando o risco de ondas de calor e de variações na precipitação.
- O fenómeno pode prolongar-se até 2028, com impactos mais fortes e rápidos a atravessarem fronteiras.
- As Nações Unidas apelam à ação humana para reduzir extremos climáticos, sublinhando a necessidade de acelerar a transição para energias renováveis.
O El Niño deverá instalar-se este verão com uma probabilidade de 80%, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A Europa deve preparar-se para calor extremo, com zonas em risco de seca e de inundações. As mudanças climáticas intensificam as consequências.
Na última semana, partes da Europa Ocidental registaram temperaturas de primavera sem precedentes, associadas a uma cúpula de calor. Cientistas alertam que episódios deste tipo deverão ser mais frequentes à medida que o El Niño se instala e pode prolongar-se até 2028.
Impacto esperado na Europa
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, avisa que as temperaturas acima da média deverão ocorrer entre junho e agosto em grande parte do mundo. O petróleo de água quente no Pacífico alimenta eventos de calor e chuva intensos.
O fenómeno poderá intensificar a seca no sul da Ásia, no Grande Corno de África e na América Central, e aumentar o risco de inundações em outras regiões. A ONU sublinha que medidas de preparação são urgentes para proteger vidas e economias.
Duração prevista e contexto científico
Observações da OMM indicam que as temperaturas da superfície do mar já se aproximaram dos limiares do El Niño entre o final de abril e o início de maio. As temperaturas subsuperficiais do Pacífico estão mais de 6 °C acima da média, alimentando o aquecimento.
Guterres enfatiza que a humanidade enfrenta um alerta climático urgente, com El Niño a potencializar impactos num planeta já aquecido. Cientistas destacam que, embora o El Niño não tenha aumentado de forma direta a frequência, pode amplificar a intensidade dos fenómenos.
Temperaturas globais e resposta
A previsão aponta temperaturas acima da média em quase todo o globo durante junho a agosto. Em 2023-24, o El Niño foi um dos mais fortes já registados, contribuindo para 2024 ser o ano mais quente de sempre. A Europa enfrentou condições dramáticas, com extremos de calor e de chuva.
As Nações Unidas estimam ainda que muitos próximos anos poderão ultrapassar o recorde de calor de 2024. A orientação é de planeamento e sistemas de alerta precoce para mitigar impactos nas comunidades.
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