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Águas marinhas de Espanha atingem recordes em maio após calor extremo

Águas espanholas batem recordes em maio, com Mahón a 26,58 graus e várias boias a registarem máximos históricos, sinalizando aquecimento extremo

ARQUIVO - Uma mulher senta-se num quebra-mar frente ao mar Mediterrâneo, em Barcelona, Espanha, terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 (Foto AP/Emilio Morenatti)
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  • Em maio, 18 de 29 boias da rede de Puertos del Estado registaram temperaturas da água acima dos valores históricos, desde Galiza ao Cantábrico e ao Mediterrâneo, com pic de 26,58 °C em Mahón no dia 27.
  • As medições apontam máximos históricos para o mês na maior parte das zonas costeiras espanholas, após um episódio de calor excecional que também elevou as temperaturas em terra.
  • Destaque para Mahón, Menorca, que liderou a lista com 26,58 °C; seguiu-se Dragonera, nas Baleares, com 26,2 °C, a 30 de maio.
  • Também registaram recordes mensais Tarragona, Cabo Begur e Valência, entre outras estações, incluindo várias boias de águas profundas.
  • Os registos coincidem com um calor extremo que afetou a Espanha e boa parte da Europa, e os especialistas alertam para o atraso da resposta oceânica às mudanças climáticas e possíveis impactos nos ecossistemas marinhos.

Açudes de água marinha em Espanha bateram recordes de temperatura em maio, com 18 das 29 boias de Puertos del Estado a marcar máximos históricos para o mês. O pico alcançou 26,58 graus em Mahón, nas Baleares, no dia 27 de maio. Do Cantábrico ao Mediterrâneo, as medições indicam valores nunca vistos para esta época do ano.

As leituras evidenciam máximos distribuídos por grande parte do litoral. Doze boias da Rede Exterior e seis da Rede Costeira registaram temperaturas acima dos anteriores recordes. Galicia e Cantábrico registaram valores históricos, tal como várias estações no Mediterrâneo.

Entre as Baleares, Mahón liderou com 26,58 graus, seguida de Dragonera com 26,2. Em terra, Tarragona, Cabo Begur e Valência também apresentaram valores elevados. Na Rede Costeira, Tarragona marcou 24,5 graus a 30 de maio, e Barcelona chegou aos 24,2 no dia seguinte.

Contexto climático

Agravece-se o fenómeno associado a um episódio de calor extremo que afetou Espanha e boa parte da Europa no final de maio. AEMET aponta temperaturas mais próprias do verão para várias zonas, com o Cantábrico a situar-se a 1,5 a 2 graus acima do normal para a primavera.

Especialistas ressaltam que o oceano reage mais lentamente a mudanças atmosféricas, devido à inércia térmica. O calor acumulado pode manter-se na água durante semanas, mesmo após o ar arrefecer. O aquecimento marinho levanta preocupações sobre impactos em ecossistemas e atividades económicas, como a pesca.

Puertos del Estado opera uma rede de observação com 15 boias profundas, 14 costeiras, 46 marégrafos e radares de alta frequência, permitindo monitorizar temperatura, agitação, nível do mar e correntes em tempo real. A organização destaca que as anomalias térmicas devem persistir nos próximos meses.

A temperatura do mar coincide com previsões de tendências climáticas globais, com a Organização Meteorológica Mundial a sinalizar elevada probabilidade de manutenção de anomalias. O Mediterrâneo é apontado como uma das regiões mais vulneráveis ao aquecimento global.

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