- A Zero mediu dióxido de azoto junto a quinze escolas de Lisboa, revelando níveis “extremamente preocupantes” acima do recomendado pela OMS.
- Entre as 15 escolas, apenas a Escola Dona Filipa de Lencastre cumpre o valor limite europeu de 20 µg/m³ (20,2 µg/m³); a maioria excede esse patamar.
- Três escolas ultrapassam o limite legal atual de 40 µg/m³: Colégio Cesário Verde (57,8 µg/m³), Colégio Saint Daniel Broutier (48,9 µg/m³) e EB Nuno Gonçalves (40,7 µg/m³).
- A campanha incluiu uma Rua Escolar provisória junto ao Jardim Infantil Pestalozzi, em Alvalade, para demonstrar como reduzir exposição e melhorar a segurança.
- A Zero defende Ruas Escolares permanentes e lembra que a poluição do ar é um risco ambiental substancial para as crianças, com mobilidade sustentável como solução.
A Zero, associação ambientalista, denuncia que crianças na área envolvente a 15 escolas de Lisboa respiram poluição elevada. A campanha de avaliação mediu dióxido de azoto, principal poluente ligado ao tráfego, e concluiu que os níveis são preocupantes face às recomendações da OMS.
Os dados indicam concentrações muito acima do valor máximo recomendado pela OMS em todas as escolas avaliadas. A campanha ocorreu na véspera do Dia Mundial da Criança e inclui uma Rua Escolar provisória junto do Jardim Pestalozzi, em Alvalade.
Resultados da avaliação
A Zero aponta que, entre as 15 escolas, apenas uma cumpre o objetivo europeu de 2030, com 20,2 µg/m³. Vários estabelecimentos superam o atual limite de 40 µg/m³, com picos na Avenida da Liberdade. Entre eles estão Colégio Cesário Verde, Colégio Saint Daniel Brottier e EB Nuno Gonçalves.
A análise compara ainda com medições oficiais da CCDR-LVT, revelando uma poluição generalizada na área estudada. A responsável pela campanha, Rita Prates, vinca que quanto maior o trânsito à volta da escola, maior a concentração de NO2.
Rua Escolar provisória em Alvalade
Em Dia Mundial da Criança, a Zero promove uma Rua Escolar temporária junto ao Jardim Pestalozzi, com o apoio da Bicicultura e da Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa transforma a Rua Dr. João Soares num espaço seguro, reduzindo a exposição dos alunos aos poluentes.
A proposta defende futuras Ruas Escolares permanentes, com restrição parcial ou total ao trânsito nos horários de entrada e saída. A organização sustenta que reduzir o tráfego melhora a qualidade do ar e a segurança dos deslocamentos pedestres e de bicicleta.
Perspetivas e contexto
Rita Prates reforça a necessidade de promover transporte público, escolar ou deslocações a pé, visando benefícios para a saúde física, mental e social das crianças. O estudo ressalva que a poluição por NO2 é um risco ambiental relevante para a saúde infantil.
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