- 68% dos agregados da UE não têm ar condicionado ou ventilação em casa, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente.
- Mais de 38% não tem capacidade financeira para ter ar condicionado; França, 42%; Grécia, 46%; Portugal, 45%; Espanha, 34%; Itália, 37%; Roménia, 39%.
- Malta (8,5%), Luxemburgo (18%) e Irlanda (20%) surgem como os países com menos dificuldades, enquanto áreas mais quentes registram maiores tensões económicas.
- O calor é a principal preocupação climática na UE (85%), com metade dos inquiridos a sentir-se demasiado quente em casa (50%) e 61% no bairro.
- Acesso a espaços públicos com climatização é baixo (Itália, 15%; Alemanha, 7%); 36% dos residentes veem a plantação de árvores como solução, e apenas 57% recebem alertas de vaga de calor.
Milhares de europeus continuam a enfrentar temperaturas extremas sem ar condicionado em casa. O relatório da Agência Europeia do Ambiente indica que 68% dos cidadãos da UE não dispõem de sistemas de ar condicionado ou ventilação em casa, enquanto 38% não têm capacidade financeira para instalar AC.
Entre os países mais afetados pela falta de capacidade económica para arrefecer habitações estão França (42%), Grécia (46%), Portugal (45%), Espanha (34%), Itália (37%) e Roménia (39%). Malta (8,5%), Luxemburgo (18%) e Irlanda (20%) apresentam menores dificuldades.
A preocupação com o calor supera outros fenómenos climáticos entre os europeus, com 85% a considerá-lo a principal relevância climática. Regiões mediterrânicas registam níveis de alerta elevados, com 75% em Chipre e 71% na Grécia.
Acesso a espaços climatizados
Em termos de espaços públicos com climatização, apenas 15% dos cidadãos italianos relatam uso de ar condicionado em edifícios públicos, e 7% na Alemanha. Grécia, Malta e Roménia situam-se acima dos 40% de utilização de espaços públicos climatizados.
A aposta em soluções naturais, como a plantação de árvores, é vista como medida de adaptação por 36% dos residentes da UE. As taxas variam entre 59% na Hungria e 22% na Grécia.
Respostas práticas e comunicação pública
Ajustar horários de trabalho ou de ensino é referido por apenas 15% dos inquiridos, com variações de 39% em Chipre a 8% em Portugal.
alerts e avisos de calor são reportados por 57% das pessoas, principalmente via chamadas, mensagens ou redes sociais. Contudo, menos de metade (42,5%) associa campanhas de sensibilização à saúde durante fenómenos extremos.
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