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Subida do nível do mar acelera, duplicando ritmo desde 2005

A subida do nível do mar duplicou entre 2005 e 2023, impulsionada pelo aquecimento oceânico, com perspetivas de continuidade nas próximas décadas

A invasão do mar numa comunidade no Sudeste do condado de St. Johns, na Florida, Estados Unidos, situada numa estreita faixa de terra entre um pântano raso e o oceano Atlântico
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  • O ritmo médio de subida do nível do mar duplicou, passando de 2,06 mm/ano entre 1960 e 2005 para 3,94 mm/ano entre 2005 e 2023.
  • O aquecimento oceânico é uma das principais causas, representando 43% da subida desde 1960.
  • Contribuições: degelo de glaciares de montanha (27%), camada de gelo da Gronelândia (15%) e Antártida (12%), além de 3% provenientes de água de reservatórios terrestres.
  • O estudo, publicado na Science Advances, é liderado pelo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, com colaborações internacionais.
  • Mesmo com eventual estabilização dos gases com efeito de estufa, a subida deve continuar por séculos devido à inércia do oceano e do gelo terrestre.

O nível médio global do mar está a subir com maior rapidez. Segundo um estudo publicado, o ritmo duplicou de 2,06 mm/ano (1960-2005) para 3,94 mm/ano (2005-2023). A investigação aponta o aquecimento oceânico como a principal causa, com 43% da subida desde 1960.

O degelo de montanha, da Gronelândia e da Antártida, bem como a água de reservatórios, contribuem para o aumento. Glaciares de montanha (27%), gelo da Gronelândia (15%) e Antártida (12%) aparecem entre as principais fontes identificadas.

O estudo, liderado pelo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, destaca avanços tecnológicos em observação. Correções de satélite, métodos de marégrafos e estimativas de perda de gelo melhoraram o quadro global.

Dados-chave

A equipa aponta que, desde 1993, a perda de gelo tornou-se cada vez mais relevante. A inércia do oceano e do gelo sugere que a subida continuará nas próximas décadas, mesmo com possíveis estabilizações de gases com efeito de estufa.

John Abraham, da Universidade de St. Thomas, entende que instrumentos melhores ajudam a explicar a subida com maior confiança. O estudo reúne still mais de uma década de dados para sustentar as conclusões.

Perspetivas e fontes

Os autores lembram que alterações climáticas, provocadas por combustíveis fósseis, uso da terra e agropecuária, estão na base da subida do nível do mar. O texto chama à cooperação global para monitorizar o fenómeno.

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