- Paragens do metrobus de Matosinhos terão cobertura integral e a STCP deverá operar o serviço, com o concurso para os autocarros já autorizado pela Assembleia Municipal.
- As plataformas terão 40 metros de comprimento, acrescidos de cerca de dez metros da rampa de acesso; o trajeto total é de 9,75 quilómetros com 11 estações e interfaces com o Metro do Porto em quatro pontos.
- Estão previstos seis autocarros elétricos, adquiridos por 8,7 milhões de euros mais IVA, com a STCP a funcionar como operador principal; entrega prevista ainda este ano.
- A obra envolve uma intervenção em terrenos na Jomar, Perafita, com pareceres da Infraestruturas de Portugal e da Agência Portuguesa do Ambiente, e houve alterações no cronograma para 2026.
- O projeto, financiado pelo Fundo de Transição Justa, tem custo total de 23 milhões de euros, com velocidade média de 25 km/h, frequência de 15 minutos em horas de ponta e 20 minutos fora de pico, percorrendo a travessia da A28 sobre o rio Leça.
As paragens do metrobus de Matosinhos vão ter cobertura integral, segundo documentos fornecidos pela autarquia à Lusa. A STCP deverá operar o serviço, após a aprovação do concurso para aquisição de autocarros elétricos pela Assembleia Municipal.
O layout do projeto mostra cais com cobertura completa, com 40 metros de comprimento e mais cerca de 10 metros da rampa de acesso, conforme fonte da Câmara de Matosinhos. A autarquia confirmou ainda que o concurso público para seis autocarros elétricos, no montante de 8,7 milhões de euros mais IVA, está aprovado.
A autarquia adianta que a STCP deverá gerir o sistema, já com experiência no metrobus do Porto. O estudo de suporte à contratualização está em fase de conclusão, com apoio de uma consultoria externa, e a contratação pública para os autocarros deverá seguir a tramitação normal.
Autocarros, obra e prazos
A entrega dos seis autocarros elétricos está prevista para este ano, dentro do calendário da empreitada. Contudo, Luísa Salgueiro admitiu alterações no cronograma inicial, devido a eventos locais, condições climáticas e necessidade de obras em terrenos privados na Jomar, Perafita.
Há ainda necessidade de pareceres da Infraestruturas de Portugal e da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a intervenção. A autarquia pretende terminar a obra em dezembro deste ano, sem perder fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, mas admite um desvio de prazos e trabalhos adicionais de grande envergadura.
Características de operação e traçado
Ao todo, o projeto contempla 9,75 quilómetros de linha, com 11 estações, incluindo Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Leça da Palmeira e Aeroporto. Existem interfaces com o Metro do Porto em quatro pontos e a velocidade média prevista é de 25 km/h.
O serviço terá uma frequência prevista de 15 minutos, com quatro circulações por hora em hora de ponta e 20 minutos nos períodos de menor procura, integrando-se na rede Andante. O trajeto atravessa a ponte da A28 sobre o rio Leça, com autocarros articulados elétricos de 140 lugares.
A obra final tem custo total de 23 milhões de euros, financiados pelo Fundo de Transição Justa, no âmbito do encerramento da refinaria de Leça da Palmeira.
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