- O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) entrou no “nível Bravo” na passada sexta-feira, com 37 meios aéreos previstos até 31 de maio.
- Dos 37 meios previstos, dois helicópteros do Estado encontram-se em manutenção, com um disponível a 30 de maio e o outro a 15 de junho.
- O DECIR prevê reforço para 78 aeronaves a 1 de junho (74 contratados e mais quatro da Força Aérea); até 15 de junho estima-se 77 meios disponíveis, totalizando 78 com a conclusão da manutenção.
- Além da Força Aérea, o dispositivo inclui três helicópteros da AFOCELCA e dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea, este ano pela primeira vez ao serviço.
- Dados provisórios indicam 2.379 ocorrências de incêndio rural e quase 10 mil hectares ardidos, com 11.955 operacionais, 2.031 equipas e 2.599 veículos envolvidos; o período de maior mobilização é entre julho e setembro.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) está em funcionamento com reforço de meios aéreos no nível chamado “Bravo”. Até 31 de maio estavam previstos 37 meios, usados no combate a incêndios florestais.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) informou à Lusa que, no entanto, dois helicópteros estão em manutenção e não integram o dispositivo neste momento. A previsão é que um helicóptero fique disponível a 30 de maio e o outro a 15 de junho.
Dados operacionais
Ao 1 de junho, o DECIR prevê aumentar o reforço para 78 aeronaves, com 74 contratadas e quatro da Força Aérea. A FAP estima que, até 15 de junho, estarão 77 meios aéreos disponíveis, com o helicóptero estatal a finalizar a manutenção e a ficar operacional.
No ano passado também houve constrangimentos, com avarias a colocar algumas aeronaves fora de serviço. Este ano, além de dois helicópteros privados da AFOCELCA, a Força Aérea disponibiliza pela primeira vez dois Black Hawk ao combate aos incêndios rurais.
Até ao final do mês, o dispositivo conta com 11.955 operacionais, integrando 2.031 equipas no terreno e 2.599 viaturas, segundo dados oficiais. A retoma de reforços está prevista para 1 de junho, com ponto alto entre julho e setembro, período considerado mais crítico.
Perspetiva e contexto
Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que, este ano, já deflagraram 2.379 incêndios rurais, que afetaram quase 10 mil hectares. A maior parte da área ardida ocorreu em matos (76%), seguida de povoamentos florestais (21%) e terrenos agrícolas (3%).
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