- As autoridades dinamarquesas vão recolher a carcaça da baleia-jubarte Timmy ao largo de Anholt e submeter‑na a autópsia para esclarecer as causas da morte.
- A operação pretende permitir a recolha de amostras científicas úteis, mantendo a distância necessária para evitar incómodo aos banhistas e residentes.
- Inicialmente a Dinamarca queria deixar a baleia, que servia de alimento a gaivotas; curiosos chegaram a subir à carcaça para fotografias.
- A baleia encalhou na baía de Wismar e foi transportada, a 2 de maio, para o Skagerrak, a cerca de 70 quilómetros de Skagen, o que suscitou críticas de especialistas.
- O ministro do Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental indicou que Timmy pode ter morrido há vários dias e acompanha os próximos passos, enquanto se discute a viabilidade da autópsia e a necessidade de apoio financeiro.
A Dinamarca vai recolher a baleia-jubarte Timmy e realizar autópsia, ao largo da ilha de Anholt. O objetivo é esclarecer as causas da morte e evitar perturbação de banhistas na região. A carcaça foi localizada perto de Anholt, no mar Báltico, a pouca distância da costa.
As autoridades dinamarquesas informaram que a autópsia permitirá recolher amostras científicas, ao mesmo tempo que se evita o risco para quem estiver na água. O corpo da baleia nasceu de uma situação que já gerou controvérsia pública.
Inicialmente, o governo dinamarquês pensava em deixar a baleia à responsabilidade de desaguar, pois a carcaça servia de alimento a gaivotas. Contudo, a opinião pública e o risco para banhistas motivaram a mudança de posição.
Mudança de rumo e autorização
O ministro do Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental confirmou a aprovação da operação de recolha e autópsia, após dúvidas sobre a viabilidade do procedimento. Mantém-se, contudo, a avaliação de custos e de impacto ambiental.
Relatos indicam que a baleia encerrou a vida com encalhes sucessivos na costa alemã. Uma parte dos especialistas questionou a pertinência de rebocar o animal para o Mar do Norte, temendo danos ecológicos e dificuldades de investigação.
A comunidade científica defende a autópsia como meio de esclarecer a causa da morte e de avaliar o impacto da denominada operação de salvamento. Os peritos já tinham preparado procedimentos no Museu do Mar em Stralsund, antes do desvio de trajeto.
Além disso, várias organizações defensoras da vida marinha apelam a uma proteção mais ampla dos botos e da fauna local. A decisão de prosseguir com a autópsia surge como passo para aprofundar o conhecimento científico sobre a baleia Timmy.
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