- O movimento Idanha Viva, composto por residentes, proprietários e defensores, está contra a construção do IC31 de ligação a Espanha e vai protestar na quarta-feira.
- A manifestação ocorre às 18h30, na ponte internacional de Monfortinho, na fronteira com Espanha, e está alinhada com uma iniciativa semelhante promovida pela Aliança Territorial Europeia Norte de Extremadura e Beira Baixa.
- Os ativistas afirmam que o IC31, com 72 quilómetros de traçado (20 em Espanha e o restante em Portugal), desrespeita princípios de proteção ambiental, paisagística e desenvolvimento sustentável, apontando nove impactos irreversíveis.
- Entre os impactos, destacam fragmentação de habitats, perda de biodiversidade, alteração de ecossistemas ribeirinhos e agrícolas, risco de contaminação do solo e da água, além de dano à paisagem e à identidade de aldeias históricas; dizem que seriam destruídos 176 hectares de terras.
- O grupo acusa falta de transparência, opções alternativas ignoradas e lembra que, desde 2011, Idanha-a-Nova tem atraído residentes e investimento, com 190 hectares de terra comprados e mais de 1,6 milhões de euros investidos, reforçando que o IC31 não é inevitável nem desejado.
O movimento cívico Idanha Viva, composto por residentes, proprietários e defensores do território de Idanha-a-Nova, convocou uma manifestação para quarta-feira. O protesto acompanha a iniciativa de apoio ao IC31, com o objetivo de alertar para impactos considerados irreversíveis. O ato terá lugar às 18:30, na ponte internacional de Monfortinho, fronteira com a Espanha.
Segundo o colectivo, o IC31, com 72 quilómetros de extensão, 20 em território espanhol e o restante em Portugal até à A23, desrespeita princípios de proteção ambiental, paisagística e desenvolvimento sustentável. Apontam nove impactos que, na sua leitura, comprometem o ambiente, a paisagem e a identidade local.
Os protagonistas criticam a fragmentação de habitats, a perda de biodiversidade e alterações de ecossistemas ribeirinhos. Também questionam a possibilidade de contaminação do solo e da água, bem como a erosão de paisagens rurais e da identidade de aldeias como Monsanto e Idanha-a-Velha.
Contexto e contestação
Os organizadores sustentam que o traçado favorece a industrialização da paisagem rural e não compensa a destruição de 176 hectares de terras agrícolas e naturais. Alegam ainda que alternativas não foram devidamente estudadas e que estradas já existentes, menos usadas, foram desvalorizadas.
O Idanha Viva aponta uma suposta falta de transparência no processo, com pouca participação pública e sem atualizações de estudos de impacto. Alega que muitos residentes mudaram para a região após a última avaliação, realizada em 2011, e não foram ouvidos.
O movimento destaca que Idanha-a-Nova tem vindo a atrair população e investimento desde 2011, com aquisição de 190 hectares por novos habitantes e investimento de cerca de 1,6 milhões de euros em compras e reabilitações. Afirma que esses sinais de crescimento contradizem a visão de um corredor de passagem.
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