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Relatórios apontam impactos estruturais graves de centrais solares na Beira Baixa

Relatórios oficiais confirmam impactos estruturais graves das centrais solares na Beira Baixa, com propostas de Avaliação Ambiental Estratégica integrada

Centrais solares
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  • Relatórios oficiais apontam impactos estruturais graves das duas centrais fotovoltaicas na Beira Baixa, confirmando preocupações da população sobre paisagem, solos, água, biodiversidade e ordenamento do território.
  • A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional acusa que os documentos da Agência Portuguesa do Ambiente mostram impactos permanentes e pedidos de uma Avaliação Ambiental Estratégica integrada para toda a região.
  • A central Sophia envolve cerca de 590 milhões de euros de investimento e abrange os municípios de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor; os pareceres apontam para uma redução significativa do projeto para minimizar impactos.
  • A central da Beira prevê 425.600 módulos, 266 megawatts de potência, numa área de 524,4 hectares em Castelo Branco e Idanha-a-Nova; os pareceres também destacam riscos significativos aos ecossistemas e ao uso do solo.
  • A participação pública foi massiva, com 12.693 contribuições no processo Sophia, e há pedidos de maior transparência, acesso rápido à informação ambiental e avaliação dos impactos cumulativos de vários projetos energéticos na região.

Os relatórios de consulta e avaliação aos projetos de duas centrais fotovoltaicas na Beira Baixa mostram impactos estruturais graves na paisagem, segundo a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional PDPNTI. A APA tornou públicos os documentos após meses de pressão pública e queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Adminstrativos.

A Beira Baixa enfrenta os projetos Sophia e Beira, com impactos apontados em solo, água, biodiversidade e ordenamento do território. A PDPNTI sustenta que as avaliações indicam riscos de industrialização e artificialização da região, com efeitos permanentes.

Impactos e contexto

Os pareceres oficiais descrevem impactos permanentes e irreversíveis, incluindo fragmentação ecológica e alterações no microclima. A PDPNTI afirma que as conclusões confirmam as preocupações manifestadas pela sociedade civil e por especialistas.

Participação pública e próximos passos

A plataforma destaca a participação pública expressiva, com milhares de contributos. Demandam uma Avaliação Ambiental Estratégica integrada para a Beira Baixa, bem como maior transparência no acesso à informação ambiental.

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